Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Vive la France, pardon, vive l' Europe!

Esta é, no fundo, a tese que sustenta o politólogo Dominique Moïsi no público, mas que deita por terra uma opinião, então recorrente, de muitos, que sustentavam que a Europa não tinha líderes à altura das necessidades e da crise.

Este sábio, cita o caso de Monti, na Itália, não sufragado e legitimado pelo voto popular, mas a fazer o seu trabalho, competente e sagaz ne o da França, com a eleição de François Hollande.

Sempre sustentei que as crise não carecem de líderes carismáticos, mas sim de lideranças competentes, sóbrias e discretas. Tanto Monti, como Hollande, preenche estes requisitos.

E é o quanto baste.

A atmosfera que se vive hoje é já outra. Mesmo o discurso de Obama e da senhora Merkel, já integram nuances, cambiantes.

Leiam o artigo do senhor Möisi, que de grande utilidade.

Percorram este bocadinho:

"A primeira razão para ter esperança é que a boa governação está a regressar à Europa, ainda que em doses homeopáticas. É demasiado cedo para prever o impacto da eleição de François Hollande como presidente de França. Mas, na Itália, um homem, Mario Monti, já está a fazer a diferença. É claro que ninguém elegeu Monti e a sua posição é frágil e já contestada, mas existe um consenso positivo, quase generalizado, que lhe permitiu lançar reformas estruturais há muito aguardadas. É demasiado cedo para dizer quanto tempo durará este consenso e quais as alterações que ele trará. Mas a Itália, um país que sob o governo arrogante de Silvio Berlusconi foi uma fonte de desespero, transformou-se numa fonte de optimismo real, ainda que frágil. A segunda razão para acreditar na Europa é que com o sentido de Estado surgem progressos na governação. Monti e Hollande nomearam mulheres para cargos ministeriais importantes. Marginalizadas durante tanto tempo, as mulheres trazem agora uma apetência para o sucesso que beneficiará a Europa. Terceira, a opinião pública europeia compreendeu, finalmente, a gravidade da crise. Nada poderia estar mais longe da verdade do que a alegação de que a Europa e os europeus, com a possível excepção dos gregos, estão em estado de negação. Sem a lucidez que resultou do desespero, Monti nunca alcançaria o poder na Itália."


publicado por weber às 15:54
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