Sábado, 12 de Março de 2011

"do sr. Cavaco"

 

Via "câmara coroporativa" trechos da crónica VPV publicada no Público e o mais feroz critico da pose e da retórica do "okupa" do palácio de Belém.

Descasca-lhe a laranja, mais limão, do quie foi o "discurso" de posse praticado em solene sessão da AR.

Leia-se-lhe por aqui a funesta prosa que muito dará ainda p'ra contar: exímio demagogo.

«E de seguida:Vasco Pulido Valente, Exímio demagogo [hoje no Público]:O discurso de posse do sr. Cavaco foi a repetição do que a direita, nomeadamente Paulo Portas, tem dito. (…)

 O Presidente da República apresentou um programa, mas com certeza se esqueceu que a Constituição não lhe permite executar qualquer espécie de programa. Quando ele declara que lhe cabe definir "as linhas de orientação e rumos para a economia", que pensar disto? Quando propõe "um alargado consenso político e social", pensa de facto que os partidos (e particularmente o de Sócrates) farão o que ele quer? E quando, no fim jura, sem se rir, que permanece um "moderador" e um "factor de equilíbrio" essencial, quem julga ele que ilude? Apesar do tom tonitruante, o discurso de ontem na Assembleia foi uma manifestação de fraqueza. Lisonjeando a direita e hostilizando a esquerda, continua paralisado.

À superfície, é uma posição patética, excepto se o dr. Cavaco andar a pensar numa coisa muito diferente. Há sinais disso. Primeiro a acusação absurda de que os políticos "não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático". Segundo, o aviso de que existem "limites aos sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadão". Terceiro, o apelo a que os portugueses despertem da "letargia" e a que os jovens se manifestem (em 12 de Março?), porque "este é o tempo" deles. O que pretende Cavaco, episodicamente mascarado de tribuno do povo, incitando Portugal a protestar contra o Governo da República? Pretende popularidade e tanta popularidade que o transforme no autêntico chefe da oposição. Nessa altura, se conseguir, dissolverá a Assembleia a favor de uma maioria que lhe obedeça. E ele é, como se sabe, desde 1985, um exímio demagogo.

 


publicado por weber às 10:03
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