Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

"A queda de um anjo"

O titulo é ambíguo, admito-o.

Pois aqui quero falar de uma barbaridade que o actual SEC, o "escritor", "publicista" e "editor" (vai com aspas, não por que o senhor não o seja, mas tem estas actividades suspensas, actualmente) Francisco José Viegas acabou de cometer, ontem. Despediu o melhor director de teatros que alguma vez se conheceu, nos últimos trinta anos: Diogo Infante.

Actor de formação.

Esteve à frente do Teatro Maria Matos, que definhava às mãos do bando dos "juristas" e que, com ele, teve uma programação inteligente, cuidada e criativa, com lotações esgotadas.

A então vereadora da cultura da Câmara de Lisboa, uma tal Rosalia Vargas, incompetente de pai e mãe, "esqueceu-se" de o receber para tratar da "renovação" da sua "directoria". O Presidente António Costa ainda, correndo, falou com ele. Nada a fazer. Diogo Infante, homem honradíssimo, face ao despudor da tal Rosalia, já se tinha comprometido com o ministro da cultura de então para assumir a Direcção do Teatro Nacional D. Maria II.

O seu percurso à frente do Nacional...que dizer? Brilhante. Boa programação. Abertura à novidade. Sucessos de bilheteira.

Face ao OGE2012, perante a incompetência e indefinições do actual SEC, face ao tratamento de choque para o Teatro Nacional, Diogo Infante emitiu comunicado em que suspendia a actividade do dito. O SEC Viegas, célere na burricada, não encontrou outra saída: despedimento do Director.

Esta farsa pode ser lida por aqui.

Então a que vem o titulo?

O meu fraterno e apreciado amigo Rogério Rodrigues, trasmontano de lei, foi convidado a reportar para o jornal i, em Maio passado, um dia na vida do candidato, cabeça de lista do PSD, por Bragança, Francisco José Viegas.

Aproveitando a deslocação comicieira de Pedro Passos Coelho à capital nordestina saiu prosa da melhor e é aí que aparece o "nosso" (salvo seja; cruzes canhoto) futuro SEC assimilado a um personagem da queda de um anjo, obra-prima camiliana e que pode rememorar por aqui. A reportagem foi titulada como "Uma tarde na vida de Francisco José Viegas".

Apetece dizer: vai-te que se faz tarde e tardas em tratar da cultura. Só sabe dizer: não há dinheiro.

Este episódio com Diogo Infante é mais um infausto acontecimento na vida deste SEC, que se está a tornar numa seca monumental, para a cultura, para as artes performativas, para os criadores, para os programadores, para...isto vai mesmo acabar muito mal para o homem das beiras.


publicado por weber às 12:40
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