Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Dos debates...presidenciais

Vi bocados da cada um deles.

Do par Fernando Nobre vs Francisco Lopes, a disputarem, entre si, quem melhor conhecia a pobreza.

Do par Manuel Alegre vs Defensor Moura, a "disputarem" o lugar que cada um quer ter, o de Viana a dizer que é pela regionalização e, ambos, a malharem no mandato do Cavaco Silva.

Do par Fernando Nobre vs Cavaco Silva, aquele a falar como se tratasse de ir para S. Bento e, este, a falar, de facto, como Presidente da República, que é, que está.

Digo-vos, em verdade vos digo: sonolentos, sem interesse, sem substância, arrastados.

Percebe-se que, actores, quanto entrevistadores (Judite de Sousa e Clara de Sousa bem tentavam...) ninguém denotou o mínimo estremecimento, um pequeno entusiasmo, agressividade que fosse...nada.

Mais pareceram daqueles concursos viciados, trapaça conhecida de todos, que, por via disso, conhece-se, por antecipação, o vencedor.

Assim estamos nós nesta "campanha", que nem sequer é Alegre, para as eleições presidenciais de 2011.

É óbvio que temos vencedor por anunciação (quadra bem com a época).

O senhor Silva, "contabilista" de Boliqueime, já tem mais um mandato garantido.

Para nossa desgraça? Creio que não.

A democracia não corre perigo, mas o nosso "pathos" para com a instituição montada em Belém, esse, certamente que sofrerá tratos de polé.

Nem no primeiro mandato o homem conseguiu qualquer tipo de enlace afectivo com o seu povo, nós, os portugueses.

Em abono da verdade, o único, desde 1976, que aí conseguiu recordar o desempenho dos nossos "bons" reis... foi Mário Soares.

Pode-se não gostar do homem, até mesmo do politico, mas deve-se reconhecer que, os seus dez anos em Belém, foram de mor qualidade e interessantes.

Sempre foi homem culto, gosta de "dançar" com o povo, tinha gestos e atitudes de homem de Estado, gostava de "cultuar" a cultura e não fazia, menos ainda dizia, disparates.

No segundo mandato presidencial fez a vida de Cavaco Silva, primeiro-ministro e chefe do seu, dele, terceiro governo, num inferno...esta é a mais pura das verdades. Provavelmente, no segundo mandato, Cavaco-Presidente vai infernizar José Sócrates. Pode ser que sim. Quem viver verá.

Isto vem a propósito de quê?

Óbvio, meu caro Vasco Pulido Valente, o senhor Silva já é Presidente e assim vai continuar, em 23 de Janeiro de 2011.

Vai querer obter o desiderato Sá-carneirista: uma maioria na Assembleia da República, um governo, um Presidente social-democrata.

E arrisca-se, mesmo, a conseguir tal façanha.

Mas já estamos a afastar-nos dos debates...televisivos.

Pois, irrelevantes mesmo.

Hoje é domingo, o tempo está mal encarado e faz um frio de rachar.

Vou mergulhar na Bíblia, por onde tenho andado, com mor proveito.

Já reli o Génesis, já deixei para trás o Êxodo e já vou adentro do Levítico

Santo Natal para todos e um 2011 com menos crises...se pudermos.

Uma certeza tenho: vamos continuar a ter o senhor Silva, mais a senhora dona Maria, a perorar por Belém e a partir do palácio cor-de-rosa, para nos atormentar os sonos e os sonhos, e para não termos orgulho do nosso Presidente da República.

Realista quanto baste, meus amigos.

Escrevi. Está escrito.

Nota - Foto surripiada à nossa amiga Sofia Loureiro dos Santos e do seu blog "defender o quadrado", a quem se agradece.


publicado por weber às 12:19
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