Sábado, 28 de Janeiro de 2012

A espada de Dâmocles

Anselmo Borges utiliza a contento, seu e nosso, esta profunda, quanto meritória história, que Cícero, o tribuno, o jurisconsulto e senador romano, utilizou numa das suas peças de oratória e de polémica.

Considera o filósofo que a Humanidade está num cotovelo da sua história. Deixou-se para lá levar por soberba e ganância dos senhores do mundo, da finança e do império, quer seja da Europa, dos Estados Unidos, ou mesmo da China, hoje "imperial". Adverte, no entanto, o clérigo que a história não se escreve de modo apriorístico. As mais das vezes ela não se faz, como gostariam alguns que ela fosse escrita. A história não se deixa prever, menos ainda, controlar.

Leia-se, entretanto, a crónica do missionário de Valadares, por aqui.

E, já agora, este pedacito:

'De qualquer modo, é como se a Humanidade tivesse perdido o controle. "De facto", escreve Frédéric Lenoir, da École des Hautes Études en Sciences Sociales, "já nenhuma instituição, nenhum Estado parece à altura de pôr freio à corrida no sentido do desconhecido - e talvez do abismo - para a qual nos precipitam a ideologia consumista e a mundialização sob a égide do capitalismo ultraliberal: acentuação dramática das desigualdades; catástrofes ecológicas que ameaçam o conjunto do planeta; especulação financeira descontrolada que fragiliza a economia mundial tornada global. Depois, há as transformações dos nossos modos de vida que fizeram do homem ocidental um desenraizado amnésico, mas igualmente incapaz de se projectar no futuro. Não há dúvida de que os nossos modos de vida mudaram mais durante o século passado do que durante os três ou quatro milénios anteriores." '

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publicado por weber às 11:00
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