Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

A biografia de Pedro Passos Coelho

Anda para aí um chinfrim em torno da "biografia" esquelética publicada no Portal do Governo do actual Primeiro-Ministro.

A tradição aponta para isso mesmo: reduzida informação.

Vai daí, montes de opinadores, bloger's, da corrente socialista, desataram a efabular.

Não me parece nem bem nem mal, mas acho um pedaço disparatado.

Uma coisa é escrutinar os detentores de cargos públicos, electivos ou não.

Outra coisa, bem diferente, é a efabulação a partir...do portal do governo.

Façam favor, caros companheiros de aventura e tendência de irem à Wikipédia:Pedro Passos Coelho e está lá "quase" tudo.

Não diz, por exemplo, obviamente, que tem um irmão deficiente profundo, mas que é considerado normal para a família toda.

Não me parece de bom agoiro, irmos por aqui.

Eu, digo-vos, como o poeta de Vila do Conde, consagrado em Portalegre, também, José Régio: (...) "eu não vou por aí".

Veja-se, de seguida o que importa.

Está tudo aqui:

«Filho de António Passos Coelho (Vila Real, Vale de Nogueiras, 31 de Maio de 1926), médico, e de sua mulher (casados em 1955) Maria Rodrigues Santos Mamede (Ourique, Santana da Serra, c. 1930)[2], cresceu com a irmã Maria Teresa e o irmão entre Silva Porto e Luanda, em Angola, onde o pai exercia medicina. Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, tendo ido viver com a família para Vale de Nogueiras, concelho de Vila Real, donde o seu pai é originário. Concluiu o ensino secundário na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no mesmo concelho.

Aderiu à Juventude Social Democrata em 1978, tendo chegado a presidente da sua Comissão Política Nacional, em 1990, cargo que ocupou até 1995. Foi deputado à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Lisboa, entre 1991 e 1999. Integrou a Assembleia Parlamentar da OTAN, até 1995, e foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, de 1996 a 1999. Foi candidato a presidente da Câmara Municipal da Amadora, em 1997, exercendo o cargo de vereador até 2001.

É licenciado em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, desde 2001. Anteriormente já tinha trabalhado na Quimibro, de José Bento dos Santos, entre 1987 e 1989, e iniciado a sua actividade de consultor na Tecnoforma, em 2000. Em 2001tornou-se colaborador da LDN Consultores, até 2004. Dirigiu o Departamento de Formação da URBE - Núcleos Urbanos de Pesquisa e Intervenção, entre 2003 e 2004. Em 2004 Ângelo Correiaconvida-o para ingressar no Grupo Fomentinvest, onde será director financeiro, até 2006, e administrador executivo, entre 2007 a 2009. Foi também presidente do Conselho de Administração das participadas Ribtejo e da HLC Tejo, a partir de 2005 e 2007, respectivamente. Entre 2007 e 2010 leccionou no Instituto Superior de Ciências Educativas.

Passos Coelho foi co-fundador do Movimento Pensar Portugal, em 2001, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, na direcção de Luís Marques Mendes, de 2005 a 2006, e é presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, desde 2005. Em Maio de 2008 candidatou-se, pela primeira vez, à presidência do PSD, propondo uma revisão programática de orientação neoliberal. Derrotado por Manuela Ferreira Leite, fundou com um conjunto de apoiantes o think-tank Construir Ideias. Já em Janeiro de 2010 lançou o livro Mudar e assumiu-se, de novo, candidato às eleições directas de Março de 2010. Eleito presidente do PSD a 26 de Março de 2010, foi o líder do maior partido da oposição, viabilizando no parlamento três alterações ao Programa de Estabilidade e Crescimento(PEC). A recusa de um quarto PEC, em sintonia com toda a oposição parlamentar ao Partido Socialista, e a necessidade de Portugal recorrer à ajuda externa (FMI, Banco Central Europeu e União Europeia) face à incapacidade autónoma de travar o défice das contas públicas portuguesas induziram o primeiro-ministro socialista José Sócrates a demitir-se do cargo de primeiro-ministro e obrigaram o presidente Cavaco Silva a convocar eleições antecipadas para 5 de Junho de 2011.

Pedro Passos Coelho foi assim candidato nas eleições legislativas de 2011[3], vencidas pelo PSD, deixando em segundo lugar o Partido Socialista liderado por José Sócrates, primeiro-ministro demissionário e candidato a um novo mandato

Agora, creio, que ninguém mais pode questionar:

1/ Em que data terminou a licenciatura;

2/Em que instituição leccionou;

3/ Em que empresas trabalhou e que empresas dirigiu.

No que respeita à situação da Amadora, em que esteve Vereador, de 1998 a 2001, o socialista Joaquim Raposo, atribuiu pelouros à CDU e ao PSD.

O PSD indicou o vereador e Presidente de então da Concelhia Amadorense dos sociais-democratas, Carlos Silva, para assumir responsabilidades executivas que ficou, entre outros, com o Ambiente, Resíduos Sólidos e Minorias Étnicas.

Que eu me recorde, durante esse mandato autárquico, Pedro Passos Coelho não terá faltado a quase nenhumas reuniões de Câmara.

O ressentimento, o despeito, nunca foram boas armas na disputa político-partidária.

Chamei, diversas vezes a atenção para o ódio larvar que habitava Manuela Ferreira Leite contra José Sócrates.

Não me parece de bom agoiro o que se está a manifestar, agora, contra Passos Coelho.

As razões substantivas de critica a este governo e a este primeiro-ministro, vão ser tantas, que não me parece, nem adequado, menos ainda eficiente, estes tirinhos de pólvora seca.

Sou amigo do Miguel Abrantes, admiro o Eduardo Pitta, tenho consideração pelo Vega9000, mas, como o afirmo na minha divisa..."amo a verdade".


publicado por weber às 17:02
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