Sábado, 13 de Agosto de 2011

"Mas onde está o perigo, cresce também o que salva"

O filósofo Anselmo Borges, que não é muito dado a estados de alma, mas mais ao estado do mundo, da vida, da humana condição, nem em férias deixa de nos "fustigar" com "a puta da realidade".

A crónica é bruta, mas essencial.

O tópico abordado? Confiança e crédito.

Leiam-na por aqui encimada com este belo poema de Hölderlin.

«Os melhores comentadores vão escrevendo e dizendo que o que falta é confiança. Que não há crédito todos sabemos. Aí estão dois conceitos-base da religião. Confiança vem de fides, donde vem fé, fiar-se de, confiar. Crédito vem de credere, donde vem crer, crença, acreditar. Mas eles estão na base da existência. Quem pode viver sem confiança? Quem se meteria num avião, na estrada, sem confiança?

O problema é: o quê e quem tem crédito, para merecer a nossa confiança? Porque não podemos confiar de modo cego. No quadro do perigo possível e do medo, a confiança tem de ser razoável

Foto - Teólogo Jürgen Moltmann.

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publicado por weber às 11:35
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