Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

A história explica quase tudo

Surripiado na "barbearia do senhor Luís" este diálogo entre Colbert e o Cardeal Mazarin, leigo, mas purpurado.

Podem-no saborear de seguida e entender a actualidade do mesmo:

«Colbert: Pour trouver de l'argent, il arrive un moment où tripoter ne suffit plus. J'aimerais que Monsieur le surintendant m'explique comment on s'y prend pour dépenser encore quand on est déjà endetté jusqu'au cou…
Mazarin: Quand on est un simple mortel, bien sûr, et qu'on est couvert de dettes, on va en prison. Mais l'Etat… L'Etat, lui, c'est différent. On ne peut pas jeter l'Etat en prison. Alors, il continue, il creuse la dette! Tous les Etats font ça.
Colbert: Ah oui? Vous croyez? Cependant, il nous faut de l'argent. Et comment en trouver quand on a déjà créé tous les impôts imaginables?
Mazarin: On en crée d'autres.
Colbert: Nous ne pouvons pas taxer les pauvres plus qu'ils ne le sont déjà.
Mazarin: Oui, c'est impossible.
Colbert: Alors, les riches?
Mazarin: Les riches non plus. Ils ne dépenseraient plus. Un riche qui dépense fait vivre des cen¬taines de pauvres.
Colbert: Alors, comment fait-on?
Mazarin: Colbert, tu raisonnes comme un fromage! Il y a quantité de gens qui sont entre les deux, ni pauvres ni riches… Des Français qui travaillent, rêvant d'être riches et redoutant d'être pauvres! C'est ceux-là que nous allons taxer, encore plus, toujours plus! Ceux-là! Plus tu leur prends, plus ils travaillent pour compenser... C'est un réservoir inépuisable. »
Le Diable Rouge, Antoine Rault
entretien entre Colbert et Mazarin

 

"Jules Mazarin, nascido Giulio Raimondo Mazzarino e conhecido como Cardeal Mazarino, (Pescina, 14 de julho de 16029 de março de 1661) foi um completo estadista italiano radicado na França que serviu como o primeiro-ministro da França de 1642 até sua morte. Mazarino sucedeu seu mentor, Cardeal de Richelieu. Ele era um notável coletor de arte e jóias, particularmente diamantes, e ele deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris."

 

 "Jean-Baptiste Colbert (Reims, 29 de Agosto de 1619Paris, 6 de Setembro de 1683) foi um político francês que ficou conhecido como ministro de Estado e da economia do rei Luís XIV. Instalou o Colbertismo na França, onde teve uma grande importância no desenvolvimento do mercantilismo ou da teoria mercantilista, bem como das práticas de intervenção estatal na economia, que o mercantilismo advocava.

Jean-Baptiste Colbert era o primogénito de Nicolas Colbert, um comerciante de tecidos de Reims, e Marie Pussort. Apesar de sua família dizer descender de nobres escoceses, não há nenhuma prova disto, e a invenção de antepassados nobres era uma prática comum aos plebeus. Estudou em um colégio dos jesuítas. Trabalhou para um banqueiro de Paris, e para o pai do poeta Jean Chapelain em 1634.

Passa depois ao serviço de seu bisavô, Jean-Baptiste Colbert de Saint-Pouange, primeiro comissário do Ministério da Guerra de Luis XIII. Em 1640, com 21 anos, seu pai empenha suas relações amorosas e de fortuna para lhe comprar o cargo de Comissário ordinário de guerra. Este posto o obrigou a inspeccionar as tropas, o que lhe deu uma certa notoriedade.

Em 1645, Saint-Pouange o recomendou a Michel Le Tellier, seu cunhado, que trabalhava como Secretario de Estado de guerra, este o contratou, primeiro como secretário privado e logo conseguiu que o nomeassem conselheiro do rei em 1649. Em 13 de Dezembro de 1648, se casa com Marie Charron, filha de um membro do conselho real. Tiveram 5 filhos:

- Jeanne Marie

- Ana Luiza Ciambelli

- Jean-Baptiste (Marques de Seignelay),

- Jules Armand (Marqués de Blainville)

- Ana Maria

Em 1651, Michel Le Telier, o apresenta ao Cardeal Mazarino que o contrata para gerir a sua vasta fortuna pessoal. Antes de morrer, em 1661, Mazarino recomendou Colbert ao rei Luís XIV de França, salientando as suas qualidades de dedicado trabalhador. Nesse mesmo ano o rei fez de Colbert ministro de Estado e, em 1664, atribui-lhe o cargo de superintendente das construções, artes e manufacturas e ainda o de intendente das Finanças."


publicado por weber às 11:11
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