Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

"As gorduras boas"

No blog Jugular , Mariana Vieira da Silva publica post pertinente e incisivo: 

"A Lusa publicou (e muitos online reproduziram) uma notícia sobre o acordo entre o Ministério da Educação e uma das associações de escolas privadas. O título da notícia é "Ministério mantém pagamento a escolas privadas contratualizadas e impõe redução de turmas" (aqui e aqui, por exemplo). Ora, o que acontece no dito memorando? O Ministério da Educação subiu o valor por turma de 80.000 para cerca de 85.000 euros por ano e só serão encerradas 50% das turmas consideradas desnecessárias num estudo divulgado publicamente pelo anterior governo. Ou seja, o Governo não mantém pagamento - aumenta-o; e não impõe redução de turmas - retira (em parte) a imposição.

Para esta mudança - que tem implicações financeiras, duplica desnecessariamente despesa e não está de acordo com a legislação - não são apresentadas razões, não são dadas explicações, nem são apresentados estudos alternativos ao que é conhecido. E nem sequer a principal Associação de escolas privadas foi envolvida. Aliás, até hoje não conhecemos, igualmente, as razões do encerramento de muito menos escolas de 1.º ciclo de reduzida dimensão do que o previsto.

Aos poucos vai parecendo que, no que toca à educação, a prática deste governo está muito aquém do memorando da troika. Deve ser o monstro da 5 de Outubro."

Este problema foi suscitado pela última ministra da educação de José Sócrates,  pretendeu rever os "contratos" que alguns destes colégios têm com o ME. Nem era tanto o valor por turma do subsidio, mas o tempo de duração dos contratos. Logo se levantou um movimento de espantar, liderado pelo colégio de "Penafirme" sedeado em Torres Vedras. Meios aéreos, crianças, interrupção de comícios, tudo foi utilizado.

Depois de Sócrates ter sido afastado, D. José Policarpo, Arcebispo de Metilene, Cardeal Patriarca de Lisboa, foi presidir a uma cerimónia nesse dito Colégio e aproveitou para fazer a leitura da Carta de Bento XVI, que lhe atribuia mais dois anos (fez já os 70 da ordem para resignar...) à frente do Patriarcado de Lisboa.

A igreja católica portuguesa, todos os seus Bispos, colocaram toda a carne no assador do ensino "religioso" privado, mas com subsidios do Estado.

E ganharam.

Ver o actual Ministro, ex- maoista, tendência albanesa, creio que se mantém, pelo menos, agnóstico, a pagar a factura do apoio premente dos jerarcas da igreja católica ao PSD...é de rir a bandeiras desfraldadas.


publicado por weber às 11:52
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