Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

O centenário da República

                                                               

O historiador Fernando Rosas deu uma muito interessante entrevista à jornalista Ana Sá Lopes do jornal i.

O pretexto? O centenário da implantação da República que este anos se comemora e vai dar muito que falar.

A entrevista é interessante, tanto pelas perguntas, mas, sobretudo, pelas esclarecedoras e contundentes respostas do historiador.

Pode lê-la aqui

Para aguçar o apetite:

«Quem é o seu republicano favorito?
Eu aprendi história da República à mesa de casa da minha mãe. O meu avô era um grande republicano, conservador, mas um grande opositor ao salazarismo. Tenho pena de não ter um gravador naquela altura, porque ele passava os almoços todos a contar histórias da República. Tinha conspirado, tinha sido várias vezes preso, foi um homem que teve uma grande importância na minha vida. 

Como se chamava?
Filipe Mendes. Portanto, tinha uma certa familiaridade com esta gente. Tenho uma grande admiração pelos republicanos sobretudo quando se tornam resistentes à ditadura. O meu avô foi um dos dirigentes civis da revolução de 27. Esteve cercado no Terreiro do Paço, fugiu com o Aquilino Ribeiro às costas, ferido com os estilhaços de uma granada. Eu ouvia aquilo extasiado. Tenho uma admiração muito grande por esses homens, sobretudo os que foram coerentes, que lutaram até ao fim pelo ideal republicano. Mas acho que a República falhou no essencial: democratizar o país. Acabou por ser um prolongamento agónico do sistema liberal e não a reforma democrática do sistema liberal. Não a regeneração democrática do liberalismo, mas a agonia do liberalismo oligárquico, abrindo o caminho à reacção


publicado por weber às 11:50
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