Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

"Assassino ainda vá, agora paneleiro"

O titulo, brutal, chão, é de um impressivo e revoltado post assinado pelo sociólogo Pedro Adão e Silva sobre o assassínio de Carlos Castro, conhecido jornalista, dito de "colunas sociais", ou o que isso quer dizer.

Insurge-se e indigna-se, de modo bruto, um dos melhores analistas da realidade politica e civilizacional de Portugal.

Pode clicar para aceder ao "léxico familiar", mas pode lê-lo já de seguida.

«Carlos Castro não me era indiferente. Pelo contrário, personalizava muitas coisas de que não gosto e que se tornaram muito populares (a histeria mundana; a vulgaridade mediática e a coscuvilhice de sarjeta promovida a jornalismo). Mas o modo condescendente como tem sido tratado o seu bárbaro assassinato, com reflexo nos media e nesse esgoto a céu aberto que são as caixas de comentários e os diversos fóruns, é um fiel retrato do país. Tudo o resto igual, estivéssemos perante um heterossexual sexagenário, castrado pela amante (modelo de vinte anos criada num programa de telelixo e devidamente insuflada), num quarto de hotel em Nova Iorque, ouviríamos um clamor generalizado contra uma “puta” que queria “subir na horizontal” e “sacar dinheiro ao velho”. Em lugar disso, temos o justificacionismo e uma família que, face a uma morte brutal, se tem ocupado em garantir que o filho não era homossexual – trazendo à memória Bernarda Alba quando garantia que a sua filha tinha morrido virgem. O que está em causa é apenas um homicídio particularmente violento e sem qualquer justificação, mas que, pelo caminho, nos revela até onde pode ir a homofobia privada do país, devidamente amplificada nos novos espaços públicos.»

Foto de Renato Seabra, "presunto" assassino de Carlos Castro e, aparentemente, "gigolo" do jornalista de colunas sociais, a quem quereria extorquir dinheiro, apoios e benesses para o mundo que escolheu, o da moda.


publicado por weber às 18:50
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