Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Carlos Brito e Álvaro Cunhal

Hoje, na redinamizada livraria Buchholz, Manuel Alegre e o historiador António Borges Coelho vão apresentar o livro de memórias, que Carlos Brito dedicou a Álvaro Cunhal.

A chancela é de Nelson de Matos, editor com provas dadas.

Ontem Brito esteve na TVI 24.

Está gordo. Envelheceu. A sua agilidade retórica já não é o que foi, quando brilhava no Parlamento como líder dos comunistas, mas ainda assim conseguiu aguçar-nos o apetite para lermos o seu livro de memórias.

Não se percebe ( eu não percebo lá muito bem...) a démarche deste homem.

Porquê uma "quase" biografia de Álvaro Cunhal?

Pacheco Pereira anda de roda da personagem histórica faz anos. Já vai em três enormes volumes. Está anunciado um quarto.

Que irá trazer de novo este de Carlos Brito?

De certeza coisas interessantes.

Mas por que o escreveu?

No que disse, ontem, na TVI 24 não se fica a perceber.

Contou umas quantas "anedotas" de Cunhal. Se é isto parece-me pouco.

Por que não percorreu Carlos Brito um outro caminho? Poderia ter escrito as suas memórias, dele Carlos Brito, com Álvaro Cunhal dentro.

Mas esse não foi o trilho escolhido.

Vou ler, com muita curiosidade, o livro e depois voltarei a ele, por aqui, nesta rua.

Entretanto pode ler aqui uma noticia antiga sobre a obra, mas ainda assim com bastante informação.

Carlos Brito não foi sequer dos mais próximos de Cunhal.

Pato, sim.

Joaquim Gomes, sim.

Domingos Abrantes, até ao episódio do aneurisma, sim.

Fernanda Barroso, mesmo muito próxima.

Sérgio Vilarigues, também sim.

Mesmo Pires Jorge tinha uma proximidade, que lhe permitia dizer ao Cunhal o que pensava.

Brito tinha uma relação algo formal, até distante de Cunhal.

Brito não sujava os sapatos na Festa do Avante. Pato e Abrantes, sim.

Carlos Brito era um espécie de "senhor", de "aristocrata", no sentido de casta.

Intelectualmente era snobe e convencido.

Era, humanamente falando, gélido.

Sempre apreciou as mordomias dos partidos irmãos (passava férias na URSS, na RDA, na Checoslováquia...).

Depois do 25 de Abril de 1974 sempre andou nos corredores do poder e da intelectualidade (deputado e presidente do grupo parlamentar comunista desde a Constituinte...). Quando não foi eleito por Faro foi para director do Avante.

Depois, a história é conhecida.

Vou ler o livro e depois falo...mais.


publicado por weber às 11:42
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