Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

Da amizade

Eu tenho sustentado, desde que me conheço, como sou, actualmente, que só respeito dois absolutos: a Liberdade e a Amizade.

Na bloga já tenho feito amizades e amigos, uns de circunstância, outros perenes.

Na categoria dos últimos, está  o Daniel de Sousa, poeta de qualidade, que me brinda, de quando em vez, com as suas preocupações, criticas, opiniões e acrescentos.

Escreveu-me um texto curto, mas prenhe de sabedoria.

Camusianos ambos, dedicou-me uma frase perturbadora, que eu repito e que é responsável pelo regresso do meu exílio voluntário, e cito:" Em tempo de pestilência há nos homens mais coisas a admirar do que a desprezar".

Não é que tenha desprezado quem quer que fosse, mas a desilusão provocou-me uma espécie de apatia, aplicou-me um tipo qualquer de sedativo, um trópico entorpecedor, retirando-me quase os meus impulsos volitivos.

Por mor desta "hibernação", pequena ainda assim, recebi palavras excessivas, desadequadas à pobreza das minhas coisas, mas que agradeci comovido.

Entretanto, o texto do Daniel Sousa coincidiu com dois emails, de dois "fantasmas", personagens que povoaram, de modos diferentes, a minha vida passada. Eles não sabem (acontece a muito boa gente...) que a noticia do seu passamento já foi publicitada nas gazetas locais.

Continuarei por aqui, pois, com o mesmo programa e, obviamente, a mesma divisa.

Porventura serei mais frontal, mais contundente, utilizarei menos a "elegância" e mais a religiosidade, ainda mais o escrúpulo pela verdade, nua e crua.

É assim que a estátua da Rua do Alecrim a representa: nua.

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publicado por weber às 22:47
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