Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Buraco negro descoberto

No interessante Portal do astronomo pode descortinar esta descoberta de um buraco negro.

E, de seguida, por inteiro.

"Uma equipa internacional de cientistas descobriu um buraco negro. Um buraco negro é um objecto cuja gravidade é tão forte que a sua velocidade de escape é superior à velocidade da luz. Em Astronomia, distinguem-se dois tipos de buraco negro: os buracos negros estelares, que resultam da morte de uma estrela de massa elevada, e os buracos negros galácticos, que existem no centro das galáxias activas. “Comum” na galáxia. Um vasto conjunto de estrelas, nebulosas, gás e poeira interestelar gravitacionalmente ligados. As galáxias classificam-se em três categorias principais: espirais, elípticas e irregulares. Centaurus A, a 12 milhões de anos-luz (al). O ano-luz (al) é uma unidade de distância igual a 9,467305 x 1012 km, que corresponde à distância percorrida pela luz, no vácuo, durante um ano. De distância. Esta é a primeira vez que um buraco negro de tamanho normal é detectado fora da vizinhança imediata da nossa própria galáxia. O doutorando Mark Burke irá apresentar a descoberta no Encontro Nacional de Astronomia em Manchester. Embora exóticos para os padrões normais, os buracos negros estão por toda parte. Os de menor massa. A massa é uma medida da quantidade de matéria de um dado corpo. São formados quando as estrelas.Uma estrela é um objecto celeste gasoso que gera energia no seu núcleo através de reacções de fusão nuclear. Para que tal possa suceder, é necessário que o objecto possua uma massa superior a 8% da massa do Sol. Existem vários tipos de estrelas, de acordo com as suas temperaturas efectivas, cores, idades e composição química. De grande massa chegam ao final das suas vidas, expulsando a maior parte da sua matéria para o espaço numa explosão de tipo supernova. Uma supernova é a explosão de uma estrela no final da sua vida. As explosões de supernova são de tal forma violentas e luminosas que o seu brilho pode ultrapassar o brilho de uma galáxia inteira. Existem dois tipos principais de supernova: as supernovas Tipo Ia, que resultam da explosão duma estrela anã branca que, no seio de um sistema binário, rouba matéria da estrela companheira até a sua massa atingir o limite de Chandrasekhar e então colapsa; e as supernovas Tipo II, que resultam da explosão de uma estrela isolada de massa elevada (com massa superior a cerca de 4 vezes a massa do Sol) que esgotou o seu combustível nuclear e expeliu as suas camadas externas, restando apenas um objecto compacto (uma estrela de neutrões ou um buraco negro). E deixando para trás um núcleo compacto que colapsa para formar um buraco negro. Considera-se que existem milhões destes buracos negros de pequena massa distribuídos ao longo de cada galáxia. Apesar da sua abundância, podem ser difíceis de detectar, pois não emitem luz, de modo que são normalmente descobertos através da acção que provocam nos objectos em torno deles, por exemplo, arrastando matéria que é aquecida no processo e emite raios-X. A radiação X é a radiação electromagnética cujo comprimento de onda está compreendido entre o ultravioleta e os raios gama, ou seja, pertence ao intervalo de aproximadamente 0,1 Å a 100 Å. Descobertos em 1895, os raios-X tambêm são, por vezes, chamados de raios de Röntgen em homenagem ao seu descobridor. A radiação X é altamente penetrante, o que a torna muito útil, por exemplo, para obter radiografias. Mas, apesar disso, a esmagadora maioria dos buracos negros tem-se mantido indetectável. Nos últimos anos, os investigadores conseguiram alguns progressos na detecção de buracos negros comuns em sistemas binários, observando a emissão de raios-X produzida quando os buracos negros sugam a matéria das suas estrelas companheiras. Até agora, esses objectos têm sido descobertos a uma distância relativamente pequena, ou na nossa própria galáxia (Via Láctea). A Via Láctea é a galáxia de que faz parte o nosso Sistema Solar. Trata-se de uma galáxia espiral gigante, com um diâmetro de cerca de 160 mil anos-luz e uma massa da ordem de 100 mil milhões de vezes a massa do Sol. Ou em galáxias do chamado Grupo Localde galáxias. O Grupo Local de galáxias é o enxame de galáxias a que a Via Láctea pertence. É um enxame pequeno, constituído por duas galáxias espirais grandes - Andrómeda e a Via Láctea - e por mais de quarenta pequenas galáxias, muitas só descobertas recentemente. Mark Burke trabalha sob a supervisão do astrónomo Somak Raychaudhury, da Universidade de Birmingham e faz parte de uma equipa internacional liderada por Ralph Kraft, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica. A equipa usou o Observatório de raios-X Chandra X-ray Observatory. O observatório de raios-X Chandra, lançado em 1999, faz parte do projecto dos Grandes Observatórios Espaciais da NASA. O seu nome homenageia Subrahmanyan Chandrasekhar, Prémio Nobel da Física em 1983. O Chandra detecta fontes de raios-X a milhares de milhões de anos-luz de nós. Observar em raios-X é a única forma de observar matéria muito quente, a milhões de graus Célsius. O Chandra detecta raios-X de regiões de alta energia, como por exemplo remanescentes de supernovas. Para fazer seis longas exposições, de 100000 segundos, de Centaurus A, detectando um objecto com 50000 vezes o brilho. O brilho de um astro refere-se à quantidade de luz que dele provém, ou seja, a quantidade de energia por ele emitida por unidade de área por unidade de tempo. Dado que o brilho observado, ou medido, depende da distância ao objecto, distingue-se o brilho aparente (quando medido a uma determinada distância), do brilho intrínseco (conceptualmente medido na supefície do próprio astro). Em raios-X do nosso Sol. O Sol é a estrela nossa vizinha, que se encontra no centro do Sistema Solar. Trata-se de uma estrela anã adulta (dita da sequência principal) de classe espectral G. A temperatura na sua superfície é aproximadamente 5800 graus centígrados e o seu raio atinge os 700 mil quilómetros. Um mês depois, o brilho tinha diminuído para menos de um décimo e, posteriormente, para menos de um centésimo, tornando-se indetectável. Este comportamento é característico de um buraco negro de pequena massa num sistema binário, durante os estágios finais de um episódio de grande actividade, e é típico dos buracos negros semelhantes existentes na Via Láctea. Isto leva a concluir que a equipa terá conseguido a primeira detecção de um buraco negro comum a uma tão grande distância, abrindo, pela primeira vez, o caminho para a caracterização da população de buracos negros de outras galáxias. Burke comentou: "Até agora temos lutado para encontrar buracos negros comuns em outras galáxias, apesar de sabermos que eles existem em grande quantidade. Para confirmarmos (ou não) o nosso conhecimento sobre a evolução de estrelas, precisamos de procurar estes objectos, apesar da dificuldade que existe em detectá-los a grandes distâncias. Se viermos a verificar que os buracos negros são mais raros ou muito mais comuns em outras galáxias do que na nossa, será um grande desafio para algumas das ideias básicas que sustentam a astronomia." A equipa pretende agora observar mais de 50 outras fontes brilhantes de raios-X que residem em Centaurus A, identificando-as como buracos negros ou outros objectos exóticos, de forma a ficar ao menos com uma vaga ideia da natureza de outras 50 fontes menos brilhantes. Fonte da notícia: http://www.ras.org.uk/news-and-press/219-news-2012/2100-ordinary-black-hole-discovered-12-million-light-years-away "


publicado por weber às 18:27
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