Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

A combinatória necessária...e urgente

A crise instalou-se por tudo quanto é lugar, penetrou por todos os interstícios societários, tudo corrompe.

É mesmo usual dizer-se que estamos a viver uma crise de valores, civilizacional, mesmo.

É, pois, bom ouvirmos homens sábios, competentes, a discorrer sobre o que impede a saída do caos, perigoso e predador utensílio, tantas vezes responsável pelo "retorno" à barbárie.

Anselmo Borges discorre hoje, e bem, sobre politica e ética, a tal combinatória perfeita que deveria tirar-nos do atoleiro onde detentores dos mais variados poderes nos meteram.

Leiam-no por aqui e meditem, para poderem agir em conformidade.

"Quando se pergunta: o que é o Homem?, as tentativas de resposta foram múltiplas ao longo dos tempos. Mas lá está, essencial, a de Aristóteles: um animal que fala, que tem logos, um animal político. O ser humano é constitutivamente um ser social. Fazemo-nos uns aos outros, genética e culturalmente. Procedemos de humanos e tornamo-nos humanos com outros seres humanos. A relação entre humanos não é algo de acrescentado ao ser humano já feito: pelo contrário, constitui-nos. (...)A política não tem por finalidade tornar os homens moralmente bons, muito menos, santos - é necessária, precisamente porque não somos éticos. Aqui, ergue-se o paradoxo: não há política ética, o que há são homens e mulheres éticos ou não na política. Como também os políticos são homens e mulheres, com virtudes e vícios, a política é um exercício complexo e sempre instável, exigindo um aperfeiçoamento constante. De facto, o que se passa, quando a política fica subordinada ao poder económico e financeiro? Ou se se der uma cartelização dos partidos?Quando se olha para o presente estado de coisas, percebe-se que a própria democracia não é uma aquisição definitiva. Então, o que falta no meio do deserto ético? Precisamente a conversão ética, porque a multiplicação de leis e a sua sanção acabam por levar a um labirinto sem saída. Mas, desgraçadamente, as instituições mais responsáveis pela transmissão dos valores éticos estão a abrir falência: a família, a escola, a Igreja. A situação pode tornar-se explosiva."


publicado por weber às 13:04
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