Domingo, 4 de Dezembro de 2011

António José Seguro a cavalgar a onda...

É uma tentação, reconheça-se.

Mas isso é válido, não para o valido, mas para o militante de base, ou, quem sabe, para o dirigente da secção local.

Ao SG pede-se contenção, sabedoria e parcimónia.

Seguro foi a Baião, terra das bengalas e dos enchidos, e deveria ter levado umas boas vergastadas.

O discurso é pobre, incipiente e sem largueza de perspectivas.

Leia-se a noticia por aqui.

Escolha-se uma frase, ao acaso, e aperte-se a gosto. O que dá? Um monte de coisa nenhuma.

Dedicou-se à reforma da administração local (como fala pouco com António Costa, não sabe que ela é, praticamente, aquela que o edil de Lisboa deixou "pronta" no Ministério...ao tempo de Sócrates) durante a palração atrás do púlpito.

«Em Baião, num jantar com algumas centenas de militantes socialistas,  muitos dos quais autarcas, o líder do partido afirmou que "qualquer reforma  sobre o poder local tem que ser feita com bom senso, equilíbrio, critério  e com respeito pelas pessoas que vivem nas freguesias".  António José Seguro insistiu que qualquer reforma do poder local exige  que se ouça primeiro as populações e os autarcas. Sobre a extinção de freguesias em zonas rurais, o líder socialista sublinhou  que a reforma deve respeitar "a identidade e a história que ligam as autarquias  aos portugueses". "Já lhes levaram o médico, a escola e o centro de saúde. O Estado não  tem o direito de desproteger e abandonar esses portugueses só por viverem  numa terra distante do progresso", afirmou, defendendo que "onde há possibilidades  de fazer reformas no poder local é na malha urbana" O secretário-geral do PS, António José Seguro,  reiterou ainda, que a reforma do poder local "não pode ser feita a régua e  esquadro a partir de um gabinete em Lisboa".» 

Pois, com a experiência da história, sabe-se, devia sabê-lo António José, que estas reformas ou fazem-se por vontade do "príncipe", a régua e a esquadro, como o fizeram os franceses na criação das Regiões...ou não se conseguem fazer. Sócrates sabia-o. Miguel Relvas, também. Seguro, provavelmente, também o sabe, mas entrou numa de demagogia...para arregimentar os pequenos cabos eleitorais que são os edis das freguesias. 

Esta noticia de Costa Cabral, que tentou uma grande reforma do Estado, sem sucesso, pois tentou consultar os proprietários, os administradores, os senhores locais, os padres e os pares do Reyno, enquadra-se neste debate em curso e é pedagógica:

«António Bernardo da Costa Cabral (Algodres, 9 de Maio de 1803Porto, 1 de Setembro de 1889), o 1.º conde e 1.º marquês de Tomar, mais conhecido simplesmente por Costa Cabral, foi um político português que, entre outros cargos e funções, foi deputado, par do Reino, conselheiro de Estado efectivo, ministro da Justiça e Negócios Eclesiásticos, ministro do Reino e por duas vezes presidiu ao Ministério (cargo equivalente ao do actual Primeiro-Ministro). Defensor da Revolução de Setembro de 1836, a sua conduta política evoluiu num sentido mais moderado e, depois de nomeado administrador de Lisboa, foi o principal obreiro da dissolução da Guarda Nacional. Durante o seu primeiro mandato na presidência do ministério, num período que ficaria conhecido pelo Cabralismo, empreendeu um ambicioso plano de reforma do Estado, lançando os fundamentos do moderno Estado português. Considerado um valido da rainha D. Maria II, apesar das suas origens modestas, foi feito conde de Tomar e depois elevado a marquês de Tomar. Foi uma das figuras mais controversas do período de consolidação do regime liberal, admirado pelo seu talento reformador, mas vilipendiado e acusado de corrupção e nepotismo por muitos. Foi obrigado a exilar-se em Madrid na sequência da Revolução da Maria da Fonte, mas voltaria poucos anos depois, demonstrando uma extraordinária capacidade de recuperação e persistência, a ocupar a chefia do governo. A figura preponderante deste estadista na política portuguesa durante a primeira fase da monarquia constitucional permite afirmar que em torno dela girou toda a política de consolidação institucional do liberalismo que caracterizou o reinado de D. Maria II. Foi, a partir de 1841, grão-mestre da Maçonaria

NB - Repare-se na frase segunda do palanque "um novo futuro". Pergunta: ele há "velho futuro"?


publicado por weber às 12:26
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