Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

O critico literário

Provavelmente, o único linguista, escritor, jornalista, que faz critica literária, semana após semana, no semanário Expresso, com qualidade, competência e mestria inusual, sem par nas páginas dos nossos jornais, revistas, semanários, televisões e estações de rádio, onde medram psitacídeos ignaros.

Além disto, que não é pouco, é assertivo e, não raras vezes, politicamente incorrecto.

Já o li a "escavacar" Lídia Jorge e não só.

No último ATUAL, revista cultural do semanário do grupo Impresa, dedilha o "embuste" dos tops dos livreiros e dos media.

Fá-lo com rara argúcia e acutilância.

E cito-o.

"Uma prática muito comum, que consiste em falsificar os tops dos livros mais vendidos, explica-se pelo efeito performativo que tem a publicação dessas listas: aparecer no top potencia o número de vendas, segundo um mecanismo tautológico que nos garante que tudo o que é bom aparece e tudo o que aparece é bom.

(...) A glória da quantidade que os tops celebram não tem mais de meio século. Até ao final dos anos cinquenta, o número de cópias de um livro vendidas não era do domínio público, até porque a regra da consagração, tal como ela tinha sido instituída pela autonomia do campo artístico, na segunda metade do século XIX, implicava o princípio de uma economia às avessas: o mais provável é que um livro que vendia muito estivesse arredado da consagração."

Vale bem a pena ler o artigo por inteiro, para "ilustração" dos José Rodrigues dos Santos, Júlio Magalhães, Miguel Sousa Tavares e quejandos.

Saboroso, cuidado, informado e inteligente.

A não perder.


publicado por weber às 12:39
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