Domingo, 3 de Abril de 2011

Cães e usurários

 

No reino da irrazão é o tópico utilizado pelo filósofo Anselmo Borges na sua crónica hebdomadária para reflectir sobre a actual situação politica em Portugal.

Traz-nos à colação a metáfora do cão e do usurário. É imagem eficiente para nos projectar sobre a gula voraz dos mercados financeiros e dos seus principais agentes, os "agiotas" os que nos compram a divida, emprestando-nos dinheiro para a pagarmos, mas as juros de agiota de casino.

Leiam-na por aqui.

E atentem na opinião deste principe da igrejaO que São Basílio Magno (séc. IV) escreveu sobre a usura é temível: "Os cães, quando recebem algo, ficam mansos; mas o usurário, quando embolsa o seu dinheiro, irrita-se tremendamente. Não cessa de ladrar, pedindo sempre mais... Mal recebeu o dinheiro e já está a pedir o dinheiro do mês em curso. E este dinheiro emprestado gera mal atrás de mal, e assim até ao infinito." Por isso, o Concílio de Latrão, em 1179, proibiu aceitar esmolas dos usurários, admiti-los à comunhão e dar-lhes sepultura cristã.»

Imagem do padre capadócio de Cesareia, Basílio Magno.

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publicado por weber às 14:27
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