Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Da inteligência

Reina na nossa República uma atmosfera pútrida, a feder malvadez, insanidade, a espicaçar a saúde mental de cada e de todos nós.

Adrede a crise financeira, a económica, e a social, que deriva da pobreza, da falta de habitação digna de muitos conterrâneos, dos empregos que se esvanecem como areia no vento, temos um caldo perigoso para a emergência de uma deriva totalitária.

Esta deriva, normalmente, cavalga, em primeira instância, as almas, as consciências e, sempre, por via das "comunicações", das noticias, das emoções, apelando ao irracional, que, hoje, estão cada vez mais eficientes: telemóveis, escutados ou não, facebook, twitter, blogs, sites, jornais, revistas, rádios, tv's.

Com estes aparatos mediáticos é, extremamente, fácil criar uma qualquer comoção social.

Repare-se no que para aí vai de "campanhas" contra o engº Sócrates.

Sublinho, desde logo, dois prolegómenos:

1/Estou socialista, sendo um ante-socrático, mas considero que, José Sócrates, na conjuntura que lhe foi dado viver para governar, tem-se esforçado, com patriotismo e preocupação de servir;

2/Considero que, o eng.º Sócrates não percebeu, nunca, o funcionamento da tribo dos jornalistas e dos media portugueses.

Posto isto, vamos ao que importa.

Algum escândalo emergiu de actos de gestão ou legislativos dos governos de José Sócrates?

Alguma imoralidade ou ilicitude foi cometida por um qualquer ministro de José Sócrates, deste, ou do anterior Governo?

As oposições bem andaram a catar, mas NADA encontraram

Onde e porquê surgem as "campanhas"?

Radicam na história de ele ser engenheiro ou engenheiro técnico e de ter assumido, indevidamente, uma titularidade que ainda não era sua... Assunto que Sócrates geriu pessimamente e que os media chamaram um figo para o atacarem no carácter. Quem "mente" uma vez, mentiroso para a vida...

Depois veio o Freeport (já tinha emergido na campanha eleitoral de 2005).

A campanha em curso, que deriva de um mega-processo sobre negócios de sucata, hoje está transformada, apenas, na compra abortada pela PT de parte do capital da Media Capital, detentora da TVI.

Qualquer destas campanhas tem traços comuns.

Nunca se tendo "apanhado" o eng.º Sócrates  em situações de ilicitude, envolvem-se amigos, familiares, colaboradores, camaradas de partido, mas nunca se provando NADA.

O Freeport já foi.

A Face Oculta, no que respeita á TVI, está a morrer de morte natural, mas ainda se arrisca a chacinar os aprendizes de feiticeiro, nomeadamente a MFLeite e até o Paulo Rangel, conhecido pelo PP, primo popular.

Agora analizemos as campanhas.

De onde vêm?

Das oposições ao PS e a Sócrates.

Quem as inventa, lhe dá cobertrura e eco? Os jornalistas e os media.

Com que pretexto?

Apuramento da verdade e  interesse público.

Faz algum sentido? Claro que sim. 

Tudo quanto diga respeito às actividades de José Sócrates, como primeiro-ministro, têm relevância e revestem-se de interesse público.

Mas, então, de que têm tratado estas campanhas "informativas"?

De afirmações singulares de terceiros, que sugerem, que insinuam, muitas das vezes utilizando linguagem pouco recomendável para actos públicos.

A semântica destas conversas é da ordem do privado e do descontraido.

Que sobra, então?

Tão somente isto: a titularidade, a propriedade, dos órgãos de comunicação social que estão a tocar, a minar, a incendiar, a tentar enlamear José Sócrates, desgastando-o na tentaiva de provocar a sua exaustão e desistência.

Correio da Manhã, Publico, SOL, EXPRESSO, TVI e SIC, designadamente.

Vejam quem são os proprietários destas empresas e percebe-se, facilmente, o que os move: recolocar o PSD no poder.

Duvidam?

Fazem mal. 

É mesmo isto, e só isto, que está em jogo.

Quem são os serventuários? Os jornalistas de serviço?

No CM, o chefe do bando, dá pelo nome de Eduardo Dâmaso, que já reconhceu, publicamente, que o FREEPORT foi uma cabala montada contra José Sócrates.

No Publico era o inefávle José Manuel Fernandes, que ia destruindo o jornal.

No Expresso é a actual linha editorial, que se assume como anti-socrática.

Na SIC é, particularmente, o demente Mário Crespo, mas não só.

Na TVI era, sobretudo, a Moura Guedes.

No SOL é o Saraiva, é o Lima e a esquizóide Felícia Cabrita. 

Acresce a esta lista, a chusma de comentadores que pululam pelos jornais, revistas, rádios e tv's, alinhadíssimos nesta estratégia de guilhotinar o primeiro-ministro, José Sócrates.

O espectáculo que têm dado os jornalistas que foram testemunhar na Comissão de Ética, sobre a falta de liberdade de expressão - é todo um programa e a legenda para estes tempos insanos que vivemos.

Se acrescentarmos os blogues colectivos 5 Dias, Corta Fitas, Blasfémias, Arrastão e um ou outro singular, temos o quadro quase completo, porque aqui se deve juntar alguma policia de investigação, magistrados e procuradores, mais sindicatos de todos os sectores, ou quase.

Este foi o meu contributo para uma possível definição de inteligência vs. insanidade.

J.A.


publicado por weber às 11:12
link do post | comentar | ver comentários (3)
partilhar

. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Da inteligência

.arquivos

.tags

. todas as tags

.últ. comentários

Chame-me Parvo….Pois é, Sr. Pedro Tadeu, é isso me...