Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

2011

Do ponto de vista pessoal, na minha singularidade diversa, o ano que está a findar foi bastante interessante, pela positiva.

O meu varão mais velho instalou-se em casa nova, mudou de actividade (dirige uma Radio temática e musical), teve sucesso junto do público com a sua banda "Paus" e fez uma filha, a minha neta Glória Velden Soares de Albergaria (na foto).

O meu varão mais novo terminou os seus estudos secundários e entrou na FCT, no curso de Engenharia Electrotécnica e Computadores. O primeiro trimestre foi recheado de bons resultados, o que significa que a escola anterior o preparou convenientemente e que ele escolheu o que quer e para o qual tem talento. O seu quinto ano de piano vai vento em popa, com peças dificílimas de Frederic Chopin, o francês polaco, herói nacional de Varsóvia. A vida afectiva corre-lhe bem.

Eu, propriamente dito.

"Festejei" os meus 65 anos. Pedi a reforma e concederam-ma já e partir de 16 de Novembro p.p. Terminei a licenciatura com um Maior em História e um Minor em Cultura e Religião. Vou continuar a estudar, naturalmente. Terminei os meus vínculos profissionais com a cidade da Amadora, onde fui, não só feliz, como muito bem tratado. Fui programador cultural em dois equipamentos multiusos, fui conselheiro do Presidente da Câmara, Joaquim Raposo, desde o ano de 1998 e estive Director do Centro de Ciência Viva da Amadora, que encerrou este ano a sua actividade, pela incompetência, desvario e bipolaridade da, ainda, Presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Maria Rosalia Vargas Esteves Lopes da Mota, cujo Curriculum Vitae não aconselharia nem para mediana Vereadora de Câmara Municipal, o que se veio a provar no Município de Lisboa, onde esteve a "pelourar" na educação e cultura e só fez porcaria...António Costa "despediu-a, com justa causa. Esta mulher leva já quase dez anos em Presidente da Agência. Como se explica, sendo incompetente, a situação?...Simples. A amizade horizontal, profunda, direi eu, muito próxima, mesmo de grande intimidade, com Mariano Gago, ex-ministro daquela tutela.

Já no país e no mundo, as coisas aceleraram a uma velocidade estonteante.

Aqui, no nosso país, correram, miseravelmente, a destempo, gulosamente, com Sócrates, para o substituírem por uma parelha de "mulas", alimárias politicas de alto coturno, Passos & Portas, com Relvas à ilharga para os altos negócios a partir do Estado, que eles controlam com mão de ferro, querendo "democratizar" a economia...leia-se entregar o que falta,e ainda está nas mãos do Estado, aos grandes e poderosos grupos económicos e financeiros mundiais. O que ocorreu com a EDP, recentemente, ilustra o novo paradigma.

A Primavera árabe, está a virar Outono, mas, ainda assim, revolveu a areia de uma série de vetustos e terríveis regimes (Líbia, Tunísia, Egipto, ainda a Síria, etc).

Mas, o que, verdadeiramente, dominou o "mundo" foi a crise financeira, nascida nos EUA, e disseminada por todo, ou quase todo, o sistema financeiro e bancário, com tsunami's um pouco por tudo quanto era país ocidental.

Ainda lá estamos, mas com abertas.

As soluções ultraliberais aplicadas à Grécia, à Espanha, agora a Portugal, à Itália, à França, mesmo à Bélgica e à Irlanda, parece que não estão a resultar...

Obama não se consegue desembaraçar dos conservadores, que o estão a impedir de reformar as finanças, a economia, a saúde, a escola, a justiça...

Na Europa, os sinais são contraditórios, mas as mudanças anunciadas para França e para a Alemanha (a confirmar-se as sondagens e os resultados nos Land's alemães) pode ser a luz de esperança que nos falta este ano e, talvez, ainda para 2012.

Amigo meu, muito bem informado, sustenta que em 2013 as coisas estarão nos eixos do crescimento económico e a Europa retomará o rumo do desenvolvimento e da sustentabilidade. As alianças mundiais estão a sofrer fortes abanões. As lideranças mundiais, também.

A China, o regime, precisa de se ajustar às tábuas dos direitos humanos e aos direitos formais das sociedades ocidentais, sem colidir com a sua cultura e as suas crenças mais profundas.

Estou esperançado em que vamos sair da crise mais cedo do que os "idiotas" dos economistas admitem. Os seus discursos são diabólicos, cheios de pragas, castigos, punições e pecados. A economia nunca se recuperou com discursos destes. Ao contrário precisa de estímulos, morais, materiais e de carisma liderante.

O que desejo a todos quantos por aqui passam é um 2012 mentiroso (para contrariar tudo quanto, muitos, aldrabões, pantomineiros, andam por aí a badalar...).

tags:

publicado por weber às 13:40
link do post | comentar | ver comentários (2)
partilhar

. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. 2011

.arquivos

.tags

. todas as tags

.últ. comentários

Chame-me Parvo….Pois é, Sr. Pedro Tadeu, é isso me...