Sábado, 27 de Novembro de 2010

Luz do mundo

 

É o titulo que recolhe uma série de conversas entre um jornalista alemão e o Papa da igreja católica, também ele, alemão.

O teólogo português, Anselmo Borges faz, hoje, no DN a sua análise critica.

Considera o nosso prelado que o livro vai muito mais para além daquilo que a comunicação social relevou: "a possibilidade do uso do preservativo, em casos excepcionais...".

É interessante o remate, quase ao jeito do soneto, em crescendo e com um clímax, que o filósofo Borges dá à sua crónica.

Atentem:

«Não foi por acaso que a revelação sobre o uso do preservativo apareceu no mesmo dia em que o Papa impôs o barrete a mais 24 cardeais. No dia seguinte, lembrou-lhes que devem estar sempre junto de Cristo na cruz. Mas cá está! No meio de todo aquele aparato do Vaticano, há aqui uma contradição entre a pompa e a cruz. Há aquele texto do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard, que diz mais ou menos assim: vai Sua Excelência Reverendíssima o Bispo de Copenhaga, revestido de paramentos com filamentos de ouro e um báculo e uma mitra debruados de pedras preciosas, com todo o seu séquito em esplendor, senta-se num cadeirão de prata e dá início à sua homilia sobre a pobreza. E ninguém se ri !...

A alguém que se sentisse irritado com estas perguntas lembro um texto de Joseph Ratzinger, no qual escreveu que, se hoje se critica menos a Igreja do que na Idade Média, não é porque se tem mais amor à Igreja, mas a si e à carreira.»


publicado por weber às 09:25
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