Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Das narrativas diacrónicas

O que eu me divirto com recuperar discursos do passado e colocá-los no presente.

Se tal fosse possível, dar-lhes a eficiência que tiveram, ou não, no passado, a história era uma narrativa cheia de peripécias e anedotas divertidas.

Leiam-me este texto:

"O sector dos transportes e comunicações é o terreno ideal para os ataques da reacção. Quando há dificuldades politicas logo surgem as perturbações nos TAP, ameaças nos rodoviários, greves de zelo na marinha mercante, paralisações no metro, manobras de grupos de pressão com actos de sabotagem económica e violências de toda a espécie nos TLP e CTT, exigências destemperadas nos portos, etc."

Ia prazenteiro o ano de 1975, os tempos eram conturbados, o PCP, partido da ordem e do progresso, tinha apostado TUDO na Aliança Povo/MFA e achava que o PREC ia de vento em popa. Era, pois, necessário, travar a "classe operária" em luta por melhores salários, melhores condições de trabalho e apontá-la, com o dedo em riste, como estando a ser manipulada pelos inimigos do...povo!

Este filme há-de repetir-se na Hungria "socialista", na Checoslováquia "socialista", na Polónia "socialista", ocorre ainda hoje na China "comunista"...

Os comunistas, os nossos, os portugueses, são uns cómicos.

Hoje, praticamente sem importância no condicionamento do nosso devir, ainda causam problemas e lançam a "pagaille", mas já sem o discurso conservador e patriota.

Agora, faça-se um exercício.

No texto de Junho de 1975, substitua-se "reacção" por "comunistas"... e até que podia utilizar-se em pleno século XXI...mas de cabeça para baixo.

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publicado por weber às 14:28
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