Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

"A montanha pariu um...(C)rato"

 

O professor Santana Castilho, eminente perito em escola, sistemas educativos, ciências da educação, a quem Passos Coelho, em pré-campanha eleitoral, prefaciou um livro, que não leu, e foi humilhado no lançamento do mesmo pelo autor " que sustentou que o programa do PSD para a educação era mau", abriu agora e já hostilidades "contra" o actual governo.

Lembram-se da então reacção de Passos Coelho: "se é assim, vamos alterar o mesmo".

O professor, em blog próprio, arrasa, no post  Passos e Crato: factos e expectativas, o programa do PSD, que não foi alterado, o primeiro-ministro, o ministro da educação, do ensino superior e da ciência e, de passagem, o próprio governo.

Penaliza-se o professor, por, tão cedo, manifestar-se contra a corrente.

A mim não me parece mal.

O matemático Nuno Crato, Presidente da Associação de Matemáticos, de quem o seu vice-presidente, Paulo Almeida, terá afirmado, em tempos, que "sempre que abre a boca para falar de ensino, entra mosca e sai dislate"* é sovado pelo professor Santana Castilho, com factos, com afirmações e incompetências...do próprio Nuno Crato.

A ver vamos, como assinala, recorrentemente, o cego.

Saboreiem, até lá, este naco da prosa "castilhanense": « Nuno Crato é um notável divulgador de ciência e um prestigiado professor de Matemática e Estatística. Em minha opinião, o merecido prestígio intelectual que a sociedade lhe outorga foi trazido a crédito incondicional como político da Educação. No mínimo, o juízo é precipitado. Permito-me sugerir que leiam a sua produção escrita sobre a matéria. Que ouçam, com atenção, e sublinho atenção, a comunicação apresentada em 2009 ao “Fórum Portugal de Verdade” e as intervenções no “Plano Inclinado”. Os diagnósticos não me afastam. Os remédios arrepiam-me. Nuno Crato é um econometrista confesso, que repetidas e documentadas vezes confunde avaliação com classificação. Nuno Crato pensa que se mede a Educação como se pesam as batatas e que muda o sistema de ensino medindo e examinando. E não mudará. Ou muda ele ou não muda nada. Fico surpreendido como os professores deixam passar com bonomia a hipótese, admitida, de contratar uma empresa privada para fazer os exames ou a intenção, declarada, de classificar os professores em função dos resultados. Estes dislates patenteiam pouco conhecimento sobre as limitações técnicas dos processos que advoga e uma visão pobremente parcial sobre o que é o ensino. Nuno Crato, que muitas vezes tem sido menos cauteloso ao apontar o indicador às ciências da Educação, tem agora o polegar da mesma mão virado para ele. Espero que não se entregue às ciências ocultas da Economia para redimir a Escola pública

 

* Estou a citar de cor e já não me recorda onde e quando foi produzida tal afirmação...Sujeito-me, pois, a ser desmentido. É da vida.


publicado por weber às 15:55
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