Sábado, 12 de Junho de 2010

A nomenklatura

 

O DN de hoje traz uma série de textos sobre o Partido Comunista e, naturalmente, sobre a "sombra" de Álvaro Cunhal, memória tutelar que paira sobre o "colectivo" partidário.

Os textos importam, mas o que me surpreendeu, por que a não conhecia, foi a fotografia de Eduardo Gageiro:única e impressiva.

Com a saída do livro de Carlos Brito, sobre os sete fôlegos de Cunhal, muito se glosou sobre a importância daquele na hierarquia comunista.

Esta foto esclarece TUDO.

É quase como aquele inenarrável desenho, glosado não sei quantas vezes, procurem o Wali: onde está o Carlos Brito? Não está.

Pode ver o  dossier aqui.

Na foto, da esquerda para a direita, e em ziguezague, Dias Lourenço, Jaime Serra, Álvaro Cunhal, Sérgio Vilarigues, José Vitoriano, Blanqui Teixeira, Joaquim Gomes e Octávio Pato.

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publicado por weber às 11:54
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De vítor dias a 15 de Novembro de 2010 às 21:01

Que grande parvoíce, só faltava esta de que agora apagaram o Carlos Brito da foto ou o impediram de entrar no boneco.

Será que o autor do «post» não percebe que este é um grupo que geracionalmente é diferente do de Carlos Brito e que para este estar nesta foto teriam de estar muitos outros ?

Está confirmado vale tudo !


De weber a 15 de Novembro de 2010 às 21:27
Você é um cómico.
Pato é de 1925; Dias Lourenço é de 1915; José Vitoriano é de 1918; Álvaro Cunhal é de 1913 e...Carlos Brito é de 1933!
São razões geracionais?
É mesmo brincalhão.


De vítor dias a 15 de Novembro de 2010 às 22:18
Porra, que você é mesmo casmurro.

Carlos Brito nasceu 20 anos depois de Cunhal, 18 depois de Dias Lourenço, 15 depois de Vitoriano e até, embora menos, 8 depois Pato.

E você espantosamente acha que diferenças que vão der 20 a 8 anos de diferença não dá para fazer diferenças geracionais.

Isso é uma parvoíce tão grande como se eu dissesse que sou da mesma geração política do Jorge Sampaio.
É que não sou mesmo apesar de só termos 6 anos de diferença de idades.

Todos os que estão na foto são anteriores à geração -a que Brito pertenceu - que andou pelo MUD Juvenil. Será que isso não lhe diz nada ?.

E não sabe você tão bem como eu que, nesse quadro, para estar o Brito tinham de estar muitos mais, ou não ?


De weber a 16 de Novembro de 2010 às 11:44
Vamos arrumar a sua cabeça, senhor conspirador-mor.
1/ Na altura da saida do livro de Carlos Brito, alguns comentadores davam como certo, que aquele ex-dirigente do PCP teria tido um papel decisivo na história do dito e poderia...ter substituido Álvaro Cunhal como SG;
2/Recuperei esta fotografia (magnifica, de Joaquim Gageiro) e não encontrei lá o Brito (nunca disse que ele tinha sido apagado...);
3/Aproveitei esse facto para concluir que a minha tese estava certa;
4/Também lá não está o Carlos Costa, que é de 1928.
Entretanto, com os seus atabalhoados e sectários comentários, interroguei-me: que lógica presidiu ao "agrupamento" destes oito figurões?
Você, conhecedor, diz: geracional.
O DN, que publicou um artigo interessante sobre o "controleiro" A. Cunhal, mesmo depois de morto, publica a foto em apreço, que eu surripiei.
O DN legenda a foto como um momento de felicidade para o fotógrafo e que, assim, registou "a velha guarda" do PCP.
Mas, conhecendo Álvaro Cunhal, sabemos, todos, que só entrou na FOTO quem ELE escolheu.
Este documento ficou para a história, como?.
A/ Os oito magnificos?
B/A geração de oiro do PCP?
C/Os velhinhos do PCP?
D/Os da fuga de Peniche? (esta hipótese é de descartar por que faltam lá muitos e estão alguns que não fizeram parte da fuga...);
E/Os apóstolos de Álvaro Cunhal?
Aposto nesta variante.
Entretanto, uma sugestão: porque não abandona esse fato macaco de guardador do templo e de "experto" em PCP?
Há gente que sabe também de PCP e é capaz de fazer leituras a partir de "documenta", como é o caso da muito interessante foto de Gageiro à qual você ainda não colocou legenda substantiva...porque ignora a razão do "juntança".


De vítor dias a 16 de Novembro de 2010 às 15:37

Vocemecê não responde concretamente a nenhuma das minhas observações, limita-se a tergiversar e, claro a sentenciar que est~~ao lá os que Cunhal escolheu com o subentendido xde que, a tê-lo feito, o fez com critérios duvidosos ou parciais.

Ora, eu continuo a achar que qualquer conhecedor mínimo da história do PCP percebe que estão lá aqueles dirigentes que, em regra, pertencendo aos quadros de direcção mais importantes após a reorganização também viriam ainda a ter durante muitos anos depois do 25 de Abril um papel de destaque nos organismos executivos.

E se você mesmo diz que também não está o Carlos Costa (ou o Domingios Abrantes, acrescento eu), por aí mesmo cai por terra a sua ideia de que, na selecção dos fotografados, houve uma deliberada exclusão do Carlos Brito.


De weber a 16 de Novembro de 2010 às 18:28
E você a dar-lhe e a burra a fugir.
1/ O post é meu; por mim foi escrito.
O que quis signficar, contra muitos, é que Carlos Brito não foi tão importante quanto o quiseram "endeusar" à saida do livro.
Alguns disseram, mesmo, que teria sido o nº 2 da "nomeklatura".
Eu utilizei a foto do Gageiro, exactamente, para ilustrar que, esses, estavam errados.
Nem sequer foi "muito" próximo de Álvaro Cunhal.
Próximos foram, fundamentalmente, Octávio Pato ( a quem Cunhal tudo perdoava...até as tentativas de violação de camaradas nos elevadores da Soeiro Pereira Gomes e no Hotel Vitória e que tratava de TODA a cobrança de dinheiros dos empresários, de heranças, e de todo o tipo de doacções...para o Partido) e Sérgio Vilarigues (dito o salsicheiro)
e todos os restantes, que estão na fotografia, mas menos do que estes.
O Domingos Abrantes, que com ele chegou a Lisboa em Abril de 1974, foi-lhe próximo, mas caiu em desgraça após o aneurisma de Álvaro Cunhal (que deveria ter-lhe sido fatal...) e de seguida à entrevista que deu a Maria João Avillez, a conselho de Pina Moura, e foi publicada no Expresso: -"(...) estou disponível para SG do PCP."
Como Cunhal não morreu...feneceu DA.
Você e a mania da conspiração e da aleivosia que empresta, sempre, aos não comunistas.
Homem, não se canse.
O Cunhal tem o direito de se deixar fotografar com quem quiser.
Fê-lo, no caso da fotografia do Eduardo Gageiro, com quem estava à mão, importantes quadros da clandestinidade e do pós-25 de Abril...
Quem disse o contrário do que você sustenta?
Eu não fui.
Você, no que respeita ao PCP, contrariamente ao seu camarada João Bernardino, que colecciona anedotas anti-comunistas, não tem um pinga de sentido de humor.
Portanto, não adere aos meus chistes e brincadeiras. Pior para si.
Você faz-me lembrar, bastas vezes, aquela ovelha ronhosa, que se deixa, sempre, ficar para trás...de modo a atrasar o rebanho.
O seu pensamento empederniu, fossilizou, está cheio de esclerose.
Pior para si.


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