Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Arthur Rimbaud

La maline


Dans la salle à manger brune, que parfumait
Une odeur de vernis et de fruits, à mon aise
Je ramassais un plat de je ne sais quel met
Belge, et je m'épatais dans mon immense chaise.

En mangeant, j'écoutais l'horloge, - heureux et coi.
La cuisine s'ouvrit avec une bouffée,
- Et la servante vint, je ne sais pas pourquoi,
Fichu moitié défait, malinement coiffée

Et, tout en promenant son petit doigt tremblant
Sur sa joue, un velours de pêche rose et blanc,
En faisant, de sa lèvre enfantine, une moue,

Elle arrangeait les plats, près de moi, pour m'aiser ;
- Puis, comme ça, - bien sûr, pour avoir un baiser, -
Tout bas : " Sens donc, j'ai pris 'une' froid sur la joue... "

 

Arthur Rimbaud, 1854-1891

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publicado por weber às 18:10
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De Logros a 14 de Julho de 2009 às 20:00
Há traduções dele feitas pelo Cesariny :"Iluminações" e "Uma Cerveja no Inferno".
A Llansol também fez traduções para a "Relógio d'´~Agua", num livro chamado "O Rapaz Raro". Todos os livros são bilingues.

Mas, há outros franceses excelentes: Baudelaire, Verlaine, Valéry, Mallarmé, aragon...

Obrigada por o recordar, aqui.

I.


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