Quarta-feira, 25 de Julho de 2012

Uma puta de uma metáfora!

José Adelino Maltez, sendo um especialista em filosofia da politica, não se inibe de invadir os territórios da historiografia. É um risco, mas aceita-se dada a qualidade intelectual e ética do "invasor".

Este texto, de sua autoria, dá que pensar, mas temos de o fazer sem antolhos, recusando a sincronia em história (o passado NUNCA se repete no futuro...):

"Adolf Hitler quase conseguiu, pela repressão, pela propaganda e pela conquista, constituir uma unificação europeia. Para as teses nazis, o ‘Grossesdeutsches Reich’ deveria constituir um ‘grande espaço’ com um ‘Estado director’, reunindo todos os povos de língua alemã. Em primeiro lugar, deveria adquirir ‘espaço vital’, estendendo as fronteiras para Leste, onde se situariam os limites de um novo império, onde soldados-colonos deteriam ‘os bárbaros vindos das estepes’. Em segundo lugar, viriam os ‘aliados’, como os escandinavos, os holandeses e os ingleses. Em terceiro lugar, os ‘satélites’ como os latinos, os húngaros e os gregos. Finalmente, os eslavos pertenceriam à categoria de escravos e os judeus seriam exterminados."

Pode-se, pois, concluir que, sendo a União da Europa uma coisa boa, em si mesmo, pode ser questionada em determinadas condições. Foi-o no tempo do império romano, que a juntou pela língua, pela filosofia, pelos valores, pela administração, mas desrespeitando a "soberania" dos povos. Por isso morreu.

Hitler, como bem diz JAM, fê-lo pela violência, pela ocupação brutal e pela chacina de minorias, das élites e dos povos dos países conquistados. Não chegou a impor a língua, menos ainda a administração, tão pouco a cultura. Por isso perdeu e foi derrotado.

Na actualidade, acho que se está a diabolizar em excesso o papel da Alemanha na "unificação" da Europa. Que estão a cometer disparates...é verdade, mas há um pecado original, que não se lhes pode imputar.

O Chanceler Helmut Kohl, ao tempo de François Mitterand na presidência da França, perante a exigência do gaulês (jornalista em Vichy durante uns tempos e varrendo para debaixo do tapete da história a responsabilidade, em quota parte, dos franceses no Holocausto; Drancy, Vel d'Hiv, entre outros pormenores...) exigiu a criação de uma moeda única no espaço da CEE (sempre a trabalhar para a "sua", dele, história, mais a pirâmide de vidro no Louvre...mais a Biblioteca...). O alemão recusou até onde conseguiu. Sempre defendeu que a moeda comum só fazia sentido depois de consolidada a União Politica, que estava longe de existir. Nem sempre os alemães são os maus da fita.

A bem da verdade, disse.


publicado por weber às 11:43
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