Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

O Eduardo Pitta tem TODA a razão do mundo

No seu blog "Da Literatura" faz o que lhe apetece e fá-lo, normalmente, com elegância, com qualidade de escrita e com substância argumentativa.

Pode-se, claro que sim, discordar dele, sová-lo, mas não é tarefa fácil.

As suas qualidades intelectuais, a sua informação, as suas diversas competências são ferramentas consistentes.

Faz dias, escreveu um post sobre o Egipto e sobre a pouca confiança que tem nas Forças Armadas egípcias.

Para o ilustrar chamou à colação o exemplo português pós-25 de Abril e emitiu opinião "concisa".

Joana Lopes, que ele designa, com alguma graça e fina ironia, de "freira laica do Ralis" insurgiu-se, mas de modo, a meu ver, deveras deselegante.

A argumentos responde-se com pensamento. A insultos...

Eduardo Pitta decidiu, em meu entendimento, e bem, fustigá-la com os cilícios da inteligência.

Leiam-no por aqui com o título a condizer: encomenda

Importa pouco saber o que penso sobre o que escreveu Eduardo Pitta dos militares portugueses e a pretexto da nossa experiência nacional, mais ainda as extrapolações (porventura inexactas...) para o processo em curso no Egipto.

Mas o ponto é outro e, disso não tenho a mínima dúvida, direi como o fez Voltaire (homem livre, livre examinista, livre pensador e de bons costumes):"Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até à morte o vosso direito a dizê-lo".


publicado por weber às 11:37
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De Irene Pimentel a 14 de Fevereiro de 2011 às 13:16
Muito bem, José Albergaria. Eu não concordo com muito do que o Eduardo Pitta disse, quer sobre o PREC português, quer sobre o Egipto, embora compreenda, e muito bem, porque acho inteligente, qualquer dúvida compreeensível relativamente ao que se vá passar a partir daí neste país. Uma coisa é o que desejamos, outra a realidade. Eu, pessoalmente, acho que até agora foi tempo de comemorara uma linda vitória contra a ditadura. Por isso, me revolto quando vejo a mente totalitária de certas pessoas relativamente ao que não concordam e pergunto-me o que seria de Portugal se elas mandassem. Pela minha parte, farei tudo para que isso não aconteça.


De weber a 14 de Fevereiro de 2011 às 17:12
É, exactamente, isso que me move e sei, por experiência própria, onde levam os sectarismos ditos de "esquerda".
Comungo, completamente, das suas preocupações e motivações.
Daí o meu post.


De vítor dias a 14 de Fevereiro de 2011 às 21:20
Agradeço penhorado a Weber e a Irene Pimentel
a informação sobre onde é que alguém pôs em causa o direito de Eduardo Pitta à liberdade de pensamento e de expressão.

E suponho que não repararam que, por entre fantásticos «cilícios de inteligência», insulto e bem grosso há no último post «Encomenda» de E. Pitta.

Por mim, visado no post de Pitta, já lhe respondi aqui em http://tempodascerejas.blogspot.com/2011/02/venha-la-o-atestado.html


De weber a 15 de Fevereiro de 2011 às 10:51
1-O meu post era endereçado ao preconceito da Joana Lopes, que se acha no direito de definir quem é "grande democrata"! e que não produziu um único argumento "contra" ou a favor do texto do EP; apenas reproduziu uma parte do post...a menos interessante, mas a que lhe permitiu sugerir os vários comentários, onde se inclui o seu, adjectivante, como sempre;
2-Sobre as suas "repugnantes" preocupações o problema é o mesmo: acha-se no direito de qualificar, de atribuir méritos, ou deméritos, de classificar de esquerda, direita, democrata ou o seu contrário...sem vergonha nenhuma e com pouca moral para tal, digo eu e assumo-o;
3/O EP tem até o direito ao disparate e tal não o desqualifica como "fascista" ou "autoritário", ou "grande democrata".
4/O ponto é que ele tem o direito a escrever o que pensa e, você, ou a Joana Lopes tem o direito simétrico de não gostar e de não estarem de acordo com o que ele escreve. Se o quizerem manifestar...usem argumentos, não insultos, ou qualificativos desprimorosos.

O seu texto no seu blog já produz algum argumentário. Já o seu comentário ao post da Joana Lopes...estamos conversados.
O EP, e você cita-o sugere o ponto em debate: "A ver se a gente se entende: eu não obrigo ninguém a concordar comigo."
Mais claro que isto, meu caro, só Tide.


De Irene Pimentel a 15 de Fevereiro de 2011 às 11:03
remeto Vítor Dias para fabulosa frase de Voltaire, tão apropriadamente citada por Weber, com cujo segundo comentário concordo totalmente.


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