Sábado, 18 de Julho de 2009

Como andei por estas paragens e vi o Metro

Satélite 


Os meus olhos acolhem um bando
de reflexos, invisíveis a horas
mais sombrias, na luz aberta
deste fim de Junho. Vêm ao meu
encontro os grandes plátanos do
jardim, ameaçados pelas
prováveis escavações do Metro.
Por ora ainda matizam os rostos
dos passantes e a penumbra das
janelas. No passeio das paragens
de autocarro para Ermesinde,
Areosa e outros debruns urbanos,
o volume dos corpos recorta-se
quadriculado pela luz. Seios e
estômagos transferem-me para
um estranho país de aleitamento e
digestões. Sigo num culpado
exílio a dobrar a esquina e inclino
os passos para o Satélite,onde
regresso ao aroma navegável
do cimbalino.

 

Inês Lourenço

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publicado por weber às 23:31
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De Logros a 19 de Julho de 2009 às 02:27
Obrigada. Que bom, que já aqui está. Habituei-me a vir coscuvilhar esta janela e agora é que notei que é um vício pior que o do tabaco. Eu até já não fumo, há quase um mês, depois da constipação que apanhei em vésperas do S. João.

Sobre o "Metro" e as "árvores do Marquês", só tiraram duas grandes, que foram para o Parque da Cidade. Mas foi preciso, à época, o Siza Vieira dizer que se queriam "matar" mais árvores por serem velhas, então que o matassem a ele também, pela mesma razão.

Até amanhã.

I.


De weber a 19 de Julho de 2009 às 11:30
Bom domingo.
Pressinto, que já esteja melhor das suas "cruzes", são joaninas.
Se o Siza disse tal, e disse-o, subiu muitos pontos da consideração que já tinha por ele.
Abraço,
J.A.


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