Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Rui Nunes

 

VÉSPERAS PORTUGUESAS


o dia corre de poente para nascente, a chuva
é um lençol tenso sobre os velhos que separam
as lembranças, com palavras que não chegam
a dizer: esquecem os subterfúgios do tempo
e avançam cambaleantes pelas grandes fissuras
entregues ao despovoamento alucinante

 

no interior dos carros, os crimes
são ligeiras confidências


Ofício de Vésperas, Relógio d'Água, Lisboa, 2007.

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publicado por weber às 10:18
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