Domingo, 12 de Julho de 2009

Em busca de sentido

O filósofo cristão Anselmo Borges, sempre a colocar as questões centrais, as que contam e são, de algum estruturantes e enformadores, hoje aborda o sentido, ou a falta dele que habita milhões de seres, nestes tempos sem sentido, ou de desconcerto.

A leitura de Anselmo Borges, não sendo eu da sua fraternidade deísta, é, em cada domingo, de mor estimulo.

Hoje, não me desiludiu e recomendo-a, vivamente.

Pode lê-la Aqui

J.A.

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publicado por weber às 23:47
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De Logros a 13 de Julho de 2009 às 03:47
Lamento. Homem com maiúscula é um antropocentrismo caduco. Já tão caduco como o medievo teocentrismo anterior à Renascença.
E depois:
"os cães têm o sorriso na cauda". E os mamíferos têm memória. E já se sabe que o cortex cerebral dos humanos, mercê de longa evolução (Darwin explica) permite a fala, a escrita, o conceito, o raciocínio.
Quanto à composição musical, não asseguro. Pois o canto do melro nas japoneiras do meu vizinho, põe-me em dúvidas.

Quanto aos "vazios" das novas gerações "de contente lhes ri o dente". Já não têm que se matar a trabalhar para um rancho de filhos, porque a ciência descobriu os anovulatórios e a pílula do dia seguinte; e a técnica e as sociedade democráticas e da abundância descobriram muito mais coisas desde o "usa e deita fora" até aos mais providenciais electrodomésticos e objectos simplificadores da vida, desde as fraldas descartáveis, à esferográfica, ao zip, aos tampax, etc.
Nos tempos da Revolução Industrial, das Guerras Mundiais, das depressões económicas, não havia espaço nas vidas, para luxos de "vazio" e falta de sentido. E Deus, que me conste, era mais procurado e invocado, que hoje.

Moral da história: quanto mais fome, obscurantismo e miséria, mais Deus e menos "vazio"...
Quanto maior prosperidade, formação, informação, avanço técnico e cientifico, menos Deus, mais "vazio"...

Onde é que eu já ouvi isto? :))))))

I.



De weber a 13 de Julho de 2009 às 08:55
É uma maneira de agarrar a questão.
De um ponto de vista historiográfico não será bem assim.
As hordas de operários perdem o contacto com deus, com o templo, com as práticas cultuais, quando deixam de ter tempo.
Em plena revolução indutrial, trabalhavam 16 horas, sábados domingos, também.
O sentido do sagrado, veiculado pelo catolicismo, não o perderam.
Ainda hoje, em França, quando se pergunta aos franceses que religião "praticam", 86% responde: catolicismo.
É uma discussão interessante essa que a Inês sugere.
Vou retomá-la adiante.
Abraço,
J.A.


De Logros a 13 de Julho de 2009 às 14:51
J. A., desculpe-me a assertividade, mas de há muito não suporto essa "elencação" do ser humano como rei da criação e reflexo deísta de um Todo-Poderoso.
Quanto muito, os reflexos "deístas" estão em todo o Cosmnos. Além de que também é bom saber um pouco de behaiviourismo. Estudos que muito ensinam sobre a pretensa e benéfica chefia do "rei da Criação".
Por isso eu gosto do S. Francisco, mas detesto os franciscanos.

Respeito e interesso-me pelas manifestações do sagrado, sobretudo aquelas que não foram "adaptadas" por vaticanenses e quejandos.

Sou agnóstica Também devo acrescentar que estudei o suficiente para ter consciência da enorme importância civilizacional do Cristianismo, nos seus acertos e erros; mas, atenção, considero e é notóirio que as nações que aderiram à Reforma, são hoje muito mais prósperas, democráticas, mais disciplinadas e cívicas. O catolicismo, sem ofensa é uma balda de hipocrisia, procissões, aparições e santinhos. Podes ser um monstro, mas se te arrependeres, no último minuto, Deus perdoa....
É caso para dizer: Haja Deus!:))))

Abraço

I.


De weber a 13 de Julho de 2009 às 19:15
Inês,
O Anselmo Borges é muito mais do que deixa transparecer nestas crónicas hebdomadárias.
É dos cristãos mais tolerantes que conheço.
É dos mais consistentes críticos do actual Bispo de Roma.
É dos melhores e mais competentes militantes do ecumenismo religioso.
Ele tem uma frase (cito de memória) de que eu gosto muito:
- Nenhuma religião, nenhuma crença, diz o sagrado completamente, totalmente. Todas são, pois, necessárias.
Considera que os agnósticos e os ateus são tão ou mais importantes do que os crentes, por que dizem o sagrado de um outro modo, necessário, também.
Quanto ao que me parece ser o seu "panteísmo" (não tenho a certeza de ter percebido bem...) gosto e aprovo. Quer dizer: comungo consigo esse deísmo disperso pelo cosmos!
Abraço grande,
J.A.


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