Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Maria Filomena Mónica

Acabei de ler a entrevista de vida que deu ao jornal i e fiquei convencido.

Li o livro que escreveu sobre o Eça e tinha gostado.

Li o que escreveu sobre o Cesário Verde e não desgostei.

Li o B.I. e também não me desagradou.

Li a entrevista e gostei MUITO.

Gosto de pessoas frontais.

Gosto da assertividade de M.F.M., mesmo quando não concordo com ela.

Na entrevista, ele há coisas que não subscrevo, que denotam algum preconceito...mas respeito.

Creio que MUITA gente de esquerda e de direita tem as orelhas a arder...depois de lerem a entrevista.

A frontalidade com que aborda temas delicados...do melhor que tenho lido.

Continuo a estar de acordo com o reparo que Pedro Adão e Silva faz sobre a misantropia, mas a entrevista de M.F.M. é uma senhora de uma entrevista!

Gosto muito do P.A.S., mas amo a verdade. E ela obriga-me a sustentar: grande entrevista.

Pode lê-la, integralmente Aqui

J.A.

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publicado por weber às 14:58
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De Logros a 9 de Julho de 2009 às 01:39
Tem bons momentos; sobretudo aqueles em que fala de "liberdade" e do que foi a privação dela, durante o Estado Novo . Mas, não gostei do tom geral da entrevista; achei-a a roçar a coscuvilhice, com pormenorzinhos galinhentos a mais. E depois umas certas "lisboetices" que se topam em certas damas tipo mãe de Portas ou Senhoras Avilez, que se vê imediatamente quando falam da "província" e dos casamentos "de topo" e da "grande sociedade"...
Acho muito deficiente a preparação literária desta senhora, que mistura "obra" e "biografia", de preferência com pormenores de alcova.
Li uns excertos do seu Cesário Verde, uma lástima de lugares-comuns e de falta de convivência com a linguagem poética.

E já agora, o Ramalho Ortigão, ainda novo, foi professor de Francês do jovem Eça, no Colégio da Lapa, aqui no Porto, onde o pai de R. O. era director. Não era "um amigo" banal, "explorado" pelo Eça, como a entrevista deixa transparecer.

Esta senhora diz de si própria que "passou" pela Filosofia e foi para a Sociologia. Depois diz-se ateia. Ninguém fala aqui em profissões de fé. Mas, há muita literatura que só se entende, com grande convívio e estudo sobre espiritualidade.
Acho tudo isto que ela costuma alardear, de um grande simplismo espalha-brasas.

Deveria ter posto este comentário no "I". Mas, aquilo era um trabalhão para me registar; ele era idade, profissão, blogue e descrição deste, só faltava o número de sapato :)))). E, verdadeiramente, o "culpado" de eu ter lido a entrevista foi este blogue. :))))

Abraço
I.


De weber a 9 de Julho de 2009 às 02:32
Tem por certo (direi mesmo: com toda a certeza) a minha amiga, razão.
E onde é que a minha amiga tem razão?
Nas coisas da literatura, sem dúvida.
Nas da poesia, nem se fala.
Nas da vidinha, muito bem observado.
Nos tiques lísbias, bingo!
Então, porque é que eu gostei da entrevista?
Por diversas razões.
Li muita gente a dizer mal da senhora, sem terem lido a entrevista e...por que sim.
Sei de muita gente, que não gosta da senhora...por que sim.
Eu, que sou incompetente nas coisas da literatura e, mais ainda nas da poesia, não me incomodou por aí além que ela se tivesse aventurado em territórios que não são os dela. Mas aceito, que, porventura, não o devesse ter feito.
Por outro lado, este meu mau feitio scorpius, às vezes, empurra-me para aquela onda de andar "contra a corrente". Muita gente a bater na senhora: eu sou a favor.
Não tenho dificuldades em estar de acordo com as observações e criticas da Inês, absolutamente, pertinentes, mas perdoe-me a fraqueza: - Não desgosto da senhora.
Sobretudo aquele seu lado "desbocado", que às mulheres sempre se lhes repreende, e nos homens são façanhas, a mim não me desagrada.
Abraço grande,
J.A.


De Logros a 9 de Julho de 2009 às 13:04
Amigop JA,

Tem razão. Também eu detesto ver uma matilha contra um isolado. E achei aquelas descrições da segregação no Congresso Queirosiano, simplesmente revoltantes.
Mas, o problema principal da senhora é que pelos vistos se "agarra" a um autor, com ares de "Cheguei; logo eu é que sei disto, com ar de fêmea ciumenta da cria". Ela própria diz que se "apaixonou". Tudo bem, pode ser a a atitude inicial, mas depois tem de haver uma atitude científica. Ela não pode chamar impropriamente de "ortodoxos" os sérios estudos literários já feitos. Teria de os estudar e ter uma atitude sensata e lúcida. Muito pelo contrário ela só quer, como muita gente, (homens e mulheres) chamar a atenção e vender papel. Se quer fazer umas biografias para as "massas", nos dois sentidos, que o faça, mas escusa de armar em luminar e detentora de um saber que não possui.
Aliás, os positivistas sociólogos, são quase sempre muito limitados, quando se metem a "expert" literários.

Quanto aos assuntos de maridos, medos e ciúmes achei a nível de "Nova Gente" - culpa da entrevistadora-. Que é que me interessa a mim, os ciúmes, os ex, os medos conjugais dessa figura?

ab. scorpius

I.


De weber a 9 de Julho de 2009 às 19:19
Os positivistas, sobretudo os neo, são bem melhores historiadores e sociólogos do que outra coisa qualquer.
Tem a minha querida e paciente amiga toda a razão.
Abraço,
J.A.


De Logros a 9 de Julho de 2009 às 19:56
Peço desculpa do "amigo(p)". Foi a pressa.

I


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