Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O Ulysses de Joyce e Marylin Monroe

Pierre Assouline, sempre elegante na escolha dos temas, no modo de escrever e na generosidade do enquadramento.

Desta vez o tema tem a ver com um neologismo que caracteriza uma "doença", ou seja os "bookaholics".

Interessante o modo como P.A. trata esta dependência, que alguns de nós temos, relativamente ao livro e, sobretudo, à urgência da leitura do que quer que seja.

Veja Aqui

Mas o que me surpreendeu deveras, foi a publicação, no poste, sobre esta matéria de duas espantosas fotografias de Marylin Monroe, uma loira notabilíssima, a ler, concentradíssima o LIVRO do irlandês James Joyce, Ulysses, considerado dos livros MAIS difíceis de ler e que derrotou muitos eruditos cá do burgo.

Afinal quem era Marylin?

Pretextando um incidente recente, nas páginas do i, Marylin seria a "loira da América"? e, se sim, sentir-se-ia ofendida com a legenda?

Nunca o saberemos.

O que sabemos, com provas, é que J.P.P. se sentiu ofendido e, creio eu, já leu, como Marylin Monroe o celebrado Ulysses, cuja acção decorre em Dublin e durante um único dia.

J.A.


publicado por weber às 01:06
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De Logros a 24 de Junho de 2009 às 20:15
Ai, estimado amigo não me meta a Marylin com o JPP.:)))) Quanto muito com o Ruy Belo que tem um excelente poema acerca da sua morte.
Não contesto o mito, que como dizia o outro "é o nada que é tudo", mas, queria relembrar que MM, como tantas mulheres, era uma falsa loira. Norma Jean, de seu nome, verdadeiro, nasceu de cabelo escuro. Também foi casada com Arthur Miller o conhecido autor de "A Morte de Um Caixeiro Viajante", o que, de algum modo a deve ter feito conviver com alguma Literatura. "Molly Bloom" de Joyce, talvez fosse uma personagem que lhe estivesse próxima. Eu vi-a num último , excelente e comovente filme, com o então o já veterano Clark Gable. Ela era uma grande actriz.

Estou a ver se me lembro do nome. Metia o velho Oeste e cavalos selvagens. Suponho que era "Os Insaciáveis", tradução lusa.

Até já.

I.


De weber a 24 de Junho de 2009 às 21:15
Pois. a metáfora está à mão de quem a agarrar.
1/ M.M. era uma falsa loira, mas colou-se-lhe ao corpo um apoucamento da sua, dela, inteligência; errado como as fotografias o documentam; não sendo uma erudita, M.M. era um ser inteligente, sensível, mas abusada por quase TODA a gente (os mafiosos e os manos Kennedy...);
2/O J.P.P. não é loira, é um erudito, chamam-lhe inteligente, é um elitista (às vezes bacoco), mas está a milhas maritímas do "talento" da "loira" M.M.
M.M. é um mito, que durará uma ETERNIDADE.
J.P.P. é um "caga-lume", que se apagará quando o esquife lhe for última morada.
Eu não os comparo, pu-los só em linha, pela "boutade" de mau gosto, do edil "gaiato".
Abraço,
J.A.


De Logros a 24 de Junho de 2009 às 20:42
Enganei-me. O filme "The Misfits", "Os Inadaptados" (1961), com os citados actores e também Montgomery Clifft; foi efectivamente o derradeiro filme de Marylin e de Gable.

Abraço

I.


De weber a 24 de Junho de 2009 às 21:07
Eu vi esse filme.
Sabe onde?
Nas sessões do Cineclube do Porto, pelas manhãs de Domingo, na Sala do Cinema Trindade.
Nos finais da década de sessenta.
Um grtande filme e um desempenho da M.M. daqueles que não esquece.
Abraço,
J.A.


De Logros a 24 de Junho de 2009 às 22:57
Pois eu vi-o no S. João era menina e moça. E lçembro-me dela a gritar, numa planura por os companheiros quererem aprisionar os garranos, as éguas, o garanhão. Lembro-me de outra cena em que ela (a personagem) toma consciência de que pode "entrar" e "sair" das coisas. Então salta repetidas vezes a soleira da porta, como uma criança, dizendo: "I go in", "I go out".

Magnífico.

I.


De weber a 24 de Junho de 2009 às 23:42
Isso mesmo.
Que bela memória a sua.
Abraço,
J.A.


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