Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Luiza Neto Jorge

Dos Felinos

 

Nenhum vocábulo detém o gato

e o sublinha, lacónico

no choro, no cio.

 

Completo gemido, curvatura, elo.

Despojado, num túnel,

da pele, do pêlo.

 

Só lhe ganha o homem

ganhando erecção, êxtase,

circulação do sangue

orientada.

 

"Antologia de poesia contemporânea sobre gatos"

Assírio & Alvim

2001

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publicado por weber às 12:33
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