Sábado, 13 de Junho de 2009

Eugénio de Andrade

Hoje

Hoje, "le poéte est mort".Em sua honra...a poesia dele.

 

 

J.A.

 

 

 

 

Que música escutas tão atentamente

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.

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publicado por weber às 20:21
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De Logros a 14 de Junho de 2009 às 03:28
"No prato da balança um verso basta
para pesar no outro a minha vida."

Eugénio de Andrade


De Addiragram a 14 de Junho de 2009 às 11:31

O "meu" poeta!


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