Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Os discursos de 10 de Junho

Creio ter ouvido com atenção os dois discursos produzidos na cerimónia solene ocorrida em Santarém, para celebrar Camões, Portugal e as Comunidades.

Os oficiantes: António Barreto, Presidente da Comissão Organizadora da efeméride, lugar que foi de João Bénard da Costa nos mandatos de Jorge Sampaio e nos dois primeiros anos de Aníbal Cavaco Silva.

António Barreto, sociólogo, cativou-me, desde logo, por que, depois de se endereçar protocolarmente aos mais altos dignitários do Estado e aos presentes, afirmou, com singeleza: -João Bénard da Costa faz-nos falta! Disse-o, quase num sussurro, mas disse-o de modo sentido e genuino.

Pelos discursos, é o que faz a sua grandeza, ou os diminui, o que deve perpassar é o seu carácter genuino, verdadeiro, eticamente falando.

António Barreto fez um GRANDE discurso.

Faltou-lhe, porventura, a qualidade literária de Joâo Bénard da Costa? É verdade. Mas sobra-lhe, a seu benefício, um sólida informação sobre o Portugal sociológico e antropológico, que ele estuda há mais de 30 anos.

A ler e a sublinhar obrigatoriamente.

O discurso de S. Excelência o Presidente da República, também me pareceu um bom discurso.

Dispenso-lhe a referência à canonização do Beato D. Nuno de Santa Maria, pela "Igreja Católica", mas saúdo-lhe a referência ao poeta Ruy Belo.

Gostei.

J.A.

PS- Foto de Eça de Queiróz. A. Barreto a ele se referiu diversas vezes no seu discurso.

Surripiei à Sofia Loureiro dos Santos o discurso de António Barreto e AQUI o deixo para leitura.

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publicado por weber às 14:40
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