Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Toma lá do O'Neill

Sigamos o cherne, minha Amiga! 

Desçamos ao fundo do desejo

Atrás de muito mais que a fantasia

E aceitemos, até, do cherne um beijo,

Senão já com amor, com alegria..."

 

Em cada um de nós circula o cherne,

Quase sempre mentido e olvidado.

 Em água silenciosa do passado

Circula o cherne: traído

Peixe recalcado…

 

Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,

Já morto, boiar ao lume de água,

Nos olhos rasos de água,

Quando, mentido o cherne a vida inteira,

Não somos mais que solidão e mágoa…

 

(Alexandre O'Neill)

 

No Reino da Dinamarca, 1958

 

Por um acidente, a senhora Uva, convencionalmente dita primeira-dama da UE, colou este poema ao Zé Manel: indevidamente o fez, mas ficou-lhe a autoria da façanha. A pergunta que vos deixo: onde está o CHERNE, aquele que o poema refere, para que o possamos seguir?!... Pergunta difícil, não acham?



publicado por weber às 10:35
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