Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

W. B. Yeats

Parto de Paixão

 

Quando a flamejante e angélica porta se abre num tumulto de alaúdes,

Quando imortal paixão respira em mortal argila,

O nosso coração suporta o flagelo, a coroa de espinhos, o caminho

Povoado de rostos amargos, a ferida das mãos, a ferida dos flancos,

A esponja pesada de vinagre, as flores junto ao rio Kedron;

Sobre ti inclinados soltaremos os cabelos,

Para que leve perfume se desprenda, pesado de orvalho,

Lírios da esperança em sua mortal palidez, rosas de apaixonado sonho.

 

(W. B. Yeats)    in "Uma Antologia", Assírio & Alvim, 1996


publicado por weber às 20:24
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De Logros a 21 de Maio de 2009 às 22:07
Sim, um enorme poeta.
Geminiano; nascido a 13 de Junho, como o nosso Pessoa. Um outro poeta português vivo, nascido a 13 de Junho é Joaquim Manuel Magalhães, o grande e lúcido promotor de "voltar ao real", depois de "ismos" peripatéticos. Bem entendido que "real" em arte não significa realismo nem neo-realismo.

Continuo a visitá-lo, JA.

Ab.

I.






De weber a 21 de Maio de 2009 às 23:10
Hoje, a Irlanda, não em si, mas pelos infaustos factos, deu-me volta à cabeça.
Procurei e encontrei, na arte dos irlandeses, o bálsamo para o meu desconcerto.
Como o é, sempre, balsâmica a sua visita aqui à minha modesta rua.
Abraço,
JA


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