Domingo, 17 de Maio de 2009

Natália Correia: panfletária...mas sempre poeta

O CAROCHINHA


Dos voos de Marcelo, o transformista,
em doméstico dom repousa a asa:
farto de andar ao trapo e ser fadista
torna-se modular dona de casa.

 

Na modéstia exemplar dessa roupeta
− Ó eleitoral, virtuosa esfalfadeira
de ser dono da casa lisboeta! −
vai Marcelo às mercas na Ribeira,

enche a dispensa, lava a roupa é cozinheiro,
cose a meia, faz tricot, varre a casinha!


Por fim, põe-se à janela e diz faceiro:
Quem quer, quem quer casar com a carochinha?

(Natália Correia)


Cancioneiro Joco-Marcelino

(In «O Corvo» jornal de campanha eleitoral autárquica da Coligação por Lisboa. Nºs 1 a 8, Nov./Dez. 1989)

 

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publicado por weber às 02:20
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