Sábado, 16 de Maio de 2009

Anselmo Borges é mesmo o meu "padre"

Na sua crónica semanal no DN Milagres  o padre católico, teólogo e filósofo Anselmo Borges refere que, como alguns cardeais, foi ao Casino da Figueira da Foz.

De resto, de modo bem conseguido, titula a sua opinião  Os cardeais no casino!

Foi palestrar sobre religiões e sobre o diálogo entre elas. Naturalmente, durante o debate, fizeram-lhe perguntas sobre temas abordados pelo Cardeal Patriarca, por D. Manuel Saraiva e outro Cardeal que, à vez, nas suas respectivas "visitas" abordaram temas como o casamento de cristãs com muçulmanos, a homosexualidade e os milagres e "promoção" a Santo de alguns personagens.

O que é, deveras, interessante reter desta crónica é a postura, definitiva, de Anselmo Borges: "só acredito nos milagres do amor".

Os milagres que interrompem as leis da natureza, implicam, diz o padre, um Deus que está fora e, que, de quando em vez aparece para provocar rupturas na natureza. Anselmo Borges prefere um Deus que está in e não out.

Sobre estes milagres (o que levou à canonização de D. Nuno Alvares Pereira, por exemplo...) ele é muito céptico, definitivamente, não acredita.

Os milagres em que eu acredito, diz padre Anselmo "são os do amor."

Deixa uma pergunta, em jeito de remate pedagógico e comunicacional no término da sua palestra: "Porque ainda não canonizaram o Padre Américo, a bondade feita vida?".

J.Albergaria 

Estátua de Padre Américo, na Praça Teófilo Braga, no Porto.

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publicado por weber às 12:40
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De Logros a 16 de Maio de 2009 às 21:02
Completamente de acordo.
O preconceito religioso ou ideológico, de muita gente, turva a lucidez do pensamento.
Voltarei a este assunto, pois tenho mais algo a dizer.

Ab.
I.


De weber a 17 de Maio de 2009 às 01:20
Já estava com saudades de a "ouvir".
A sua poesia, essa, continua a fazer-me boa companhia.
Gosto mesmo muito de Anselmo Borges.
É, porventura, a voz mais lúcida e imoressica do cristianismo luso.
Abraço grande,
J.A.


De Logros a 18 de Maio de 2009 às 21:38
Como prometi, venho acabar o comentário.

Sobre o nosso Cardeal, já me referi a ele, na ocasião, num post do meu blogue, intitulado "Benção", agradecendo-lhe porque, por uma vez, a Igreja Católica Apostólica Romana, se preocupar com o estatuto de ser humano de pleno direito, das mulheres, na circunstância do casamento (misto).

Sobre os "milagres" do amor:
Li, ainda criança, um livro do Júlio Verne, de título: "Miguel Strogoff". A este herói são queimados os olhos com um ferro em brasa. Fica cego. Mas, na altura do suplício, revê a imagem da mãe e os olhos marejam-se-lhe de lágrimas.
Este humedecimento, por amor, permitiu que as queimaduras fatais não cumprissem totalmente o horrendo desígnio, podendo, anos mais tarde, recuperar a visão.

Esta da queimadura ocular, fez-me lembrar a miraculada de D. Nuno.

Beijo amigo

I.


De weber a 18 de Maio de 2009 às 22:16
Obrigado por me recordar esse momento vivido pelo herói de JV. Recordo-me, eu também, exactamente, como a Inês o descreve.
Gosto de ter memória.
Gosto de quem, como você, tem memória e a utiliza com elegância e erudição.
Ele há por aí muito católico, beato de sacristia e baptistério, que, ou se esquecem, fingindo, ou andam desmemoriados.
O "nosso" padre Anselmo Borges, esse, cultiva quanto nós a memória e fá-lo com a humilde dos sábios.
Abraço grande,
JA


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