Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Ainda os cartazes, as linguagesn, as estratégias, os "modus operandi"

Os cartazes, a par da escolha dos cabeças de lista, feita á anteriori, são , há vários anos a esta parte, uma das peças essenciais das campanhas eleitorais e do seu começo.

O PCP, durante anos resistiu à tentação de "personalizar" as campanhas. Remetia sempre para a MARCA: PCP, FEPU, APU e, agora, estabilizou na CDU. Mas, irresistível, aderiu às caras.

Primeiro momento de qualquer campanha: escolha do cabeça de LISTA.

PS-Vital Moreira

PSD-Paulo Rangel

PCP-Ilda Figueiredo

BE-Miguel Portas

CDS/PP-Nuno Melo

Uma conclusão podemos já tirar: PCP e PS estão a utilizar a FOTO dos seus cabeças de LISTA para os potenciarem, e darem-lhe notoriedade, às imagens respectivas.

Segunda conclusão: somente o PS vai  com três vagas de cartazes. A saber: 1/ nós europeus; 2/Foto de Vital Moreira associada ao "lema" nós europeus e, a 3/Mario Soares a subscrever a adesão de Portugal à CEE; Guterres na adesão de Portugal ao EURO; José Sócrates e o Tratado de Lisboa; estes três cartazes estão associados ao lema "nós europeus".

Percebe-se, pois, que existe uma coerência interna e pressente-se que assim vai ser até ao final. Para já temos os suportes 8 X 3 e os de 2,5 X 2, com os mesmos cartazes. E ainda estamos na pré campanha eleitoral. Este "artificio" de associar os socialistas, os seus líderes aos momentos chave da nossa ligação à Europa é uma boa solução comunicacional e só o PS o pode fazer, retirando a TODOS os adversários essa possibilidade.

O desmpenho do cabeça de Lista Vital Moreira:

1/ Não esteve à vontade no Prós e Contra da RTP 1; já esteve bastante melhor no mano a mano com Paulo Rangel; fala pausado, com argumentos substantivos, mas projecta mal a voz; por vezes torna-se inaudivel. A corrigir.

O PCP insiste numa abordagem moral, ética, mas que carece de demonstração. A CDU faz sempre a "diferença"....mas pode ser para pior! Faz a diferença em relação a que e a quem?

Foge das problemáticas europeias, puras e duras. Tenta amalgamar o nacional e o europeu: sugerem-se como consciência negativa da UE.

O Paulo Rangel está a tentar a "quadratura do circulo". Quer penalizar, ao máximo, o Governo de José Sócrates, já nestas eleições, querendo afeiçoar a realidade aos seus desígnios partidários. Vai ter dificuldades. Estão  atrasados na campanha de rua.

Estão a iniciar uma campanha de notoriedade da líder, MFL, com dois cartazes e...nada de cara de Paulo Rangel! Isto pode desconcertar o eleitorado do PSD!...

O CDS e Nuno Melo só se deixaram ver no Prós & Contra. Na rua, ainda zero.

O BE recolhe a um tipo de propaganda agressiva, ao modo americano. Utiliza o produto concorrente para fazer passar a "sua" mensagem. E fá-lo, "inteligentemente", com economia de meios. Aproveitando uma exclamção de Sócrates, aquando da "assinatura", em Lisboa, do Tratado Europeu ("Porreiro pá!") abraça Sócrates e Durão Barroso, no mesmo cartaz, "responsabilizando-os, pela crise...europeia!".

Todos os partidos ainda estão a aquecer os motores.

As campanhas, com os seus materiais de propaganda, as iniciativas com os cabeças de lista, nos debates, nas entrevistas, na rua, no contacto directo com o eleitorado isso valem X%, como acréscimo.

Praticamente, nesta altura, já haverá projecções para os resultados que cada agremiação partidária vai receber, em finais de Junho.

Contudo, há um factor que nas europeias pesa: o nível de abstenção. A incógnita é: que eleitorado vai ficar em casa?...

Tivemos esse fenómeno a ser decisivo no primeiro referendo sobre  IVG: o eleitorado de esquerda (de centro e direita), ficaram em casa e venceu a direita, pura e dura: lembram-se? É pois a tipologia do abstencionista que irá decidir os resultados destas eleições.

Numa primeira análise, parece-me que o PS tem andado "bem", mas só no lavar dos cestos é que se termina a vindima. Só na contagem final dos votos é que se percebe quem colheu o doce sabor da vitória, ou o amargo gosto da derrota.

As campanhas só servem para, em principio, se bem feitas, não se cometendo erros grosseiros, e conseguidas, para não alienarem votos, para mobilizar os respectivos eleitorados. Dirigem-se pois aos que estão "connosco" com os respectivos partidos ou alianças partidárias e pouco mais...aos que estão convencidos, mas podem ficar em casa por razões conjunturais ou de circunstância.

Nas europeias é quase impossível provocar-se o que os sociólogos designam "por efeito cruzado", em torno do qual nos mobilizámos, alavancado por aquela promessa eleitoral, que transversa a sociologia eleitoral e pode deslocar votos daqui para acolá. Cavaco Silva comseguiu-o na primeira e segunda maioria absoluta: recolheu votos para além do "máximo" sociológico do PSD/PPD.

Nas autarquias ocorrem fenómenos desse, por exemplo, com as listas da CDU, mas não só.

Vamos falando.

J.A.

PS- O segundo cartaz do PSD insinua uma inflexão. Cores mais leves, mais luminosas (azuis, MLF vestida de branco, mais moça, menos tensa): os especialistas perceberam que a VERDADE pode não ser conjugável com cores escuras e com uma pose de avó rabujenta. A mensagem também é diferente, provocando uma cesura na estratégia comunicacional que estava "desenhada" no primeiro cartaz e nas várias iniciativas públicas da líder e do PSD, como partido. Na entrevista que deu a Mário Crespo já se notou essa preocupação: cores claras, produção cosmética a aliviarem-lhe os anos e mais solta.

 


publicado por weber às 15:20
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