Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

As campanhas eleitorais: os cartazes das europeias

O marketing politico, não sendo uma ciência exacta, tem já alguma ciência assumida.

Uma delas é  a que decorre da disciplina da prudência, que deriva da sábia experiência e até da interessante experimentação: só no final, aquando da colheita de votos se saberá se foram eficazes..

Muitos comentadores da e na blogooesfera zurziram, extemporaneamente nos primeiros cartazes do PS. Ridicularizaram a associação da foto de Vital Moreira com o majestático "Nós, europeus". Criticaram as cores, criticaram a pose, criticaram a frase e bla, bla, bla, bla.

Agora, que já estão na rua os "novos" cartazes, abriu-se-lhes uma cratera de espanto!

Percebem, agora, que havia uma estratégia comunicacional e que o "nós, europeus" fazia (faz, agora, para esses detractores e incompetentes analistas de campanhas eleitorais...)TODO o sentido.

Mas, como já o disse em relação ao cartaz de MFL, que a associa á VERDADE, é necessário prudência e mais "material" de campanha para se ajuizar.

Depois, bem, depois, só quando os votos estão contados é que se percebe, em definitivo, quais foram as BOAS campanhas, as que conseguiram fazer passar as suas mensagens, e, sobretudo, a MENSAGEM certa, a que se transforma em votos.

Logo que tenha acesso aos cartazes novos do PS, coloco-os e comento-os.

Quanto às cores (aquele senhor Cintra Torres diz que são baças...) dos cartazes do PS, foram utilizadas, pela primeira vez, na campanha para as autárquicas na Amadora em 2001 e, desde então, mantiveram-se como uma das paletas "ganhadoras", já copiada, de resto, por outras agremiações políticas.

J. Albergaria


publicado por weber às 16:09
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De Alice N. a 27 de Abril de 2009 às 23:22
Caro José Albergaria,

Com todo o respeito pelas suas opiniões, permita-me discordar; não sobre este ou aquele cartaz em particular, pois, de há uns anos para cá, consigo ser indiferente a todos e ignorá-los o mais possível, sejam eles de que partido forem. Na minha opinião de cidadã absolutamente desiludida com a classe política, as campanhas eleitorais e respectivos cartazes servem cada vez menos para fazer passar ideias, pois, actualmente, a política é sobretudo feita de slogans e frases ocas, cheias de promessas demagógicas que se destinam a ser esquecidas depois das eleições. Há pouco debate de ideias entre políticos (não digo que as não têm, mas não as discutem de facto). Os discursos ficam-se pela troca de mimos e quando são defendidas algumas ideias, as mesmas são esquecidas, distorcidas, alteradas, enterradas, depois das eleições.

Hoje, a política, mais do que nunca, é o reino do efémero, do volúvel, da superficialidade e da mentira. Assim, quanto a mim, as campanhas e os cartazes são cada vez mais parecidos a gigantescas operações de marketing puro, onde importam pouco ou nada as ideias e conta muito mais a promoção de uma "imagem" ou "produto" (assim se explica o recurso a reputados publicitários). Ora, considero que essa postura representa uma tremenda falta de respeito pelos eleitores. O voto deve ser conquistado pela força dos argumentos e imagem de credibilidade dos políticos e não por hábeis jogos linguísticos, venham eles de onde vierem.

Alice


De weber a 28 de Abril de 2009 às 04:22
Minha cara amiga,
Em primeiríssimo lugar: não tem que pedir desculpa de coisa nenhuma.
Depois, depois, por razões das minhas diversas actividades interesso-me por comunicações de diversos tipo.
Interesso-me pelas linguagens, pelas mensagens, pelos meios utilizados.
Daí o meu interesse pelas campanhas politicas e eleitorais.
Por esta razão, e só por esta, debrucei-me sobre o tema e, sobretudo, sobre alguns comentários que apanhei em vários blogues sobre a má qualidade do cartaz do Vital Moreira e, também, o da Manuela Ferreira Leite.
O que você diz é diferente, é de outra natureza e bem mais importante do que as minhas reflexões sobre "linguagens" e estratégias comunicacionais.
O que você disse remete para a urgência da Ética em politica. E aí estou, completamente, de acordo consigo. É urgente que ela se manifeste, que rompa com a "podridão" em que a politica se instalou.
Um voto vale bem a nossa "alma", vale bem uma proposta demagógica e etc.
Não. Não devia valer. É preciso fazer o exercício do convencimento. É preciso sustentar que só a VERDADE importa, mas como referencial Ético.
Eu posso estar enganado, não ter a perspectiva adequada, mas logo que o entenda, tenho o dever de corrigir.
Isto deveria ser possível transferir para o terreiro da politica...mas não é.
Eu ando muito entusiasmado com o Obama, com o seu discurso, com o modo de estar, fazer e dizer.
Quero acreditar que ele é a minha Ética. Gostava, muito, mas mesmo muito, que o fosse.
Abraço,
JA


De Alice N. a 28 de Abril de 2009 às 12:35
Caro José Albergaria,

Nutro o mesmo entusiasmo e esperança em relação a Obama. Acredito naquele Homem. Oxalá ele consiga chegar onde deseja e que o seu exemplo inspire muitos políticos...


De Logros a 28 de Abril de 2009 às 02:40
A efemeridade da "guerra" dos cartazes e o que uma análise às suas mensagens gráficas, dz das faixas de eleitorado que pretendem convencer, é extremamente interessante. Não se trata de concordar ou discordar, mas de interpretar sinais e "cenários". E "cenário" sempre existiu, desde o Génesis.
Ponha lá os cartazes, J. A.! A ver se são iguais aos daqui.:)))))
I.


De weber a 28 de Abril de 2009 às 11:43
Logo que os tenha.
Contudo já dá para uma primeira leitura.
Vou apanhar os que consiga e, depois, faço uma primeiririssima abordagem dado que os partidos não estão, todos, no mesmo patamar de campanha.
O PSD está, obviamente, muito atrasado, em termos de "propaganda" para as europeias.
JA


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