
Mosaico em cor verdadeira e sem nuvens do continente europeu, obtida pelo satélite Envisat. A imagem resulta da composição de 85 imagens diferentes captadas pelo instrumento MERIS (Medium Resolution Imaging Spectrometer) em 3 das suas 15 bandas espectrais de observação. As observações foram efectuadas no Verão de 2002 a partir da órbita polar a 800 quilómetros de altitude do Envisat.
Crédito: Envisat/ESA.
Telescópio: Envisat.
Instrumento: Medium Resolution Imaging Spectrometer (MERIS).
Daqui a bocadinho embarco, mai'la família, e vamos, com a minha comadre Lopes da Silva, apanhar azeitona numa pequena herdade de Évora.
Évora é terra importante.
Nunca foi capital, mas alguns reis nela estadiavam durante meses.
Houve universidade em Coimbra, em Lisboa e...em Évora.
Hoje, em torno do património histórico, civil e religioso e alavancado pela Universidade, Évora tornou-se uma região próspera, rejuvenescida e cheia de vida.
É preciso novos protagonistas regionais. Os que estão à frente da Universidade estão gastos e sem energia criadora.
Isto, só para dizer que, hoje, por aqui me fico.
Até já.
J.A.
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A palavra CRISE incomoda, faz-nos ranger os dentes, provoca-nos, a todos, urticária e dores de cabeça.
Mas, a culpa é dos romanos. Não dos actuais, mas dos antigos, que cultuavam o latim bárbaro.
CRISE vai derivar do verbo grego Krinein, que significa "julgar, avaliar" e que, na Roma antiga, há-de fornecer o latiníssimo critérium, que se transmutou em critério. De modo parecido a critica não atribuiu à palavra grega krisis mais que o significado duma decisão resultante duma avaliação!
Até chegar ao valor, que hoje em dia lhe atribuímos a esta malfadada CRISE - ela percorreu um longo caminho.
Na Grécia antiga foi apropriada pelos discípulos de Hipócrates, o médico: "avaliação dos sintomas do padecente". Em latim crisis também há-de adquirir esse significado: "caracteriza a fase, que se decide o curso da doença, em direcção à cura ou à morte".
É curioso, que a palavra crise sai do universo da medicina em pleno século XVII e...passa-se para o domínio dos sentimentos: "crise de paixões".
Ela, a crise, então, em 1830 bandeia-se para os lados da política, da finança, do comércio, em plena revolução industrial.
Mas, verdadeiramente, o valor actual, que lhe emprestamos à crise ocorre em 1873 aquando da grande crise na Europa e, sobretudo, no dealbar da crise, seguida da grande depressão, e mundial, em 1929!
Ora, chegados aqui, em que ficamos: critica, crise?!... Nas duas.
Nada melhor do que, quando a crise se manifesta começarmos com uma pequena e impressiva critica dos sinais e da evolução daquela.
Como o sustenta Alain Rey, e cito: "A crise é mesmo um ciclo: partindo da rua do Muro, Wall Street, ela leva-nos direitinhos contra o Muro, por uma rua de sentido único. Wall Street deve ser rebaptizada: Dead End - o impasse!".
J.Albergaria
PS - A fotografia, que ilustra este poste, é das mais célebres referentes à grande crise nos USA em 1929. Uma mulher e seis filhos, na Califórnia, numa aldeia, que os mapas não assinalavam sequer.Hoje é quase iconográfica.

Por que hoje é sábado, dia do senhor, de Yavé, sempre fiel, mais uma ilustração do belga mais criativo do século XX. J.A.
"Tempo transfigurado".
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